“Estou louco, ou ultimamente têm acontecido muito mais anúncios de ataques contra vulnerabilidades por companhias de segurança?”, disse ao TechWeb Andrew Jaquith, analista do Yankee Group que vem analisando dados de um banco público de informações relacionadas a vulnerabilidade, o ICAT.
Do começo de 2004 a maio de 2005, 77 vulnerabilidades afetando produtos de segurança foram registradas no ICAT. “Se for considerado o número de produtos afetados menos do que apenas a quantidade de vulnerabilidades distintas, a taxa de crescimento desses ataques tem sido bem mais rápida”, diz Jaquith.
Segundo ele, três fatores levaram a esse nível de insegurança. O primeiro é que os pesquisadores de vulnerabilidades – tanto “bons moços” quanto hackers underground – já particamente exploraram tudo o que tinham de explorar em vulnerabilidades Windows, partindo então para territórios virgens.
O segundo é o fato de produtos de segurança serem um alvo atraente porque quase todas as companhias os possuem, especialmente soluções anti-virus. E o terceiro seria o fator de interesse econômico por parte das próprias empresas de segurança, apesar da prática ser ilegal.
“Devemos fazer soar o alarme”, argumentou Jaquith. “Devemos dizer aos fornecedores: ‘sabemos que não há um grande problema no momento, mas queremos que vocês fiquem alertas, e trabalhem nisso.'”
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