A norte-americana GXS, fornecedora global de soluções de integração de e-commerce B2B e EDI (eletronic data interchange) no modelo SaaS, quer dobrar de tamanho no Brasil em três anos. A empresa atualmente tem 2 mil clientes (grandes e médias empresas) no País e fatura 25 milhões de dólares por ano (dados de 2011). Segundo Marcelo Ramos, presidente da GXS para o Brasil e América Latina, a estratégia de crescimento será baseada em ampliar a base de clientes a partir de multinacionais internacionais focadas em aumentar presença no Brasil e nas multinacionais brasileiras que estão em processo de expansão global de seus negócios.
O escritório em solo nacional é a quarta maior subsidiária da GXS, perdendo apenas para Estados Unidos, Reino Unido e Japão. A empresa tem 20 subsidiárias no mundo todo e clientes em 60 diferentes países. Obteve faturamento anual em 2011 de 479 milhões de dólares, com total de 40 mil clientes diretos que representam um ecossistema de relacionamento B2B, envolvendo 500 mil empresas no mundo todo. No ano passado, foram efetuadas 14 bilhões de transações por meio da nuvem da GXS e em 2012 esse número crescerá para 18 bilhões de transações.
Segundo Robert Segert, presidente e CEO da GXS, a vantagem da empresa é levar para a nuvem todos os serviços transacionais que envolvem a cadeia de fornecimento (supply chain) de uma companhia e integrá-los em uma só plataforma, a GXS Trading Grid, responsável pela interoperabilidade dos diversos padrões utilizados entre fornecedores, indústria e prestadores de serviços. A Trading Grid GXS, para usar termos de cloud computing, é uma plataforma como serviço (PaaS) e, segundo a organização, a maior plataforma mundial de integração de serviços em nuvem.
Segert diz que o diferencial da GXS é tirar do cliente a necessidade de lidar dentro de casa com uma tecnologia que é de certa forma padrão e levá-la para a nuvem, oferecendo a vantagem do suporte a todos os serviços transacionais numa cadeia de suprimentos global, minimizando dificuldades e custos que existiriam se o software e os processos estivessem por conta do cliente instalados localmente e mantidos por ele. “A economia gerada para a empresa com a adoção dos nossos serviços varia entre 20% a 50%’, diz Segert.
O CEO garante que a economia gerada para os clientes é o motivo número 1 pelo qual a empresa perde apenas 5% das propostas do seu pipeline para a concorrência. Os outros dois motivos, segundo ele, são o investimento em qualidade e a velocidade do time to market. De acordo com o mais recente relatório financeiro da empresa, publicado em 13 de novembro, o faturamento de 2012 deverá ficar entre US$ 487 milhões e US$ 488 milhões, com margem EBITDA de 145 milhões de dólares a 146 milhões de dólares.
Para 2013, a empresa está de olho no cenário mobile, preparando apps de dashboard para rodar em iOS e Android, e atenta ao Big Data, trabalhando para criar formas de agregar ferramentas de analytics na nova versão do Trading Grid que virá no próximo ano. O esfriamento da economia mundial obviamente é motivo de preocupação e atenção, especialmente com relação à Europa mas, segundo Segert, a vantagem da GXS de gerar economia para corporações da ordem de até 50% dos custos com EDI e a adoção mais intensa de serviços de nuvem apontam um cenário favorável.
“Estimamos que hoje são gastos anualmente 60 bilhões de dólares nesse nosso mercado, uma boa parte pelas próprias empresas B2B, utilizando serviços dentro de casa. Como pode ver, temos muito espaço para crescer”, diz o executivo.
Background: Em janeiro de 2009, a GXS reforçou sua presença no País comprando Interchange Serviços S/A, uma das maiores provedoras brasileiras de serviços de transações eletrônicas (EDI – eletronic data interchange), que pertencia ao Banco Real, Citi, EDS (uma companhia HP) e Itaú Unibanco.
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