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Grupo Lwart investe em virtualização para acelerar negócios

Depois da virtualização do seu data center, o Grupo Lwart, decidiu expandir o ambiente de TI e ampliou o parque de desktops virtuais para acompanhar a velocidade dos negócios da indústria química brasileira, localizada em Lençóis Paulista, no interior de São Paulo. 

Atualmente, o projeto suporta até 300 PCs virtuais e contemplou a expansão da empresa, que hoje opera uma nova unidade industrial com gestão remota de empreendimentos e aplicações por meio de qualquer dispositivo móvel. Entre os benefícios dessa mudança estão gestão centralizada, padronização da rede e de desktops, segurança da informação e maior desempenho da empresa.

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O grupo é composto pela Lwart Lubrificantes, coleta e rerrefino de óleos lubrificantes usados; Lwarcel Celulose, produção de celulose de eucalipto e celulose tipo fluff; e Lwart Química, fabricação de produtos para a impermeabilização, proteção termo-acústica e pavimentação. 

Conglomerado industrial com foco em sustentabilidade, a Lwart lidera a logística reversa de óleo lubrificante usado na América Latina. Trata-se de um processo para reaproveitar um resíduo derivado de petróleo e transformá-lo novamente em um produto nobre (óleo básico), que é a principal matéria-prima para a formulação de óleo lubrificante.

Virtualizar servidores e instalar um site de espelhamento foram os primeiros passos para que a Lwart atingisse a excelência em serviços de TI e atendesse ao público interno, além de suportar a renovação de seu web site. Naquele momento, a indústria passava por ampliação e necessitava de um ambiente de TI que fosse tão dinâmico quanto sua rotina de negócios. 

A exigência era a facilidade de gestão e de prover novos recursos, além da alta disponibilidade dos serviços. A Suprimática foi o provedor que desenhou todo o sistema com soluções da VMware, a partir de uma nuvem privada.

Um parque de 900 desktops físicos demandava muitas horas e alto custo de manutenção e suporte da equipe de help desk. A necessidade de atualização e também a popularização do uso de smartphones e tablets para atividades profissionais em campo direcionaram a empresa a assumir a virtualização de desktops. Em 2010, o projeto foi dimensionado para 170 usuários e atendeu a maioria dos 150 usuários de terminal Server que havia no grupo. 

“Temos a convicção de que aderimos à tecnologia pelo benefício que nos traz ao negócio e não porque gostamos apenas de inovar com recursos tecnológicos. Criamos uma nuvem privada para que todos se conectem independentemente do dispositivo ou computador que está usando”, explica João Paulo Torrecilha Pereira, coordenador de infraestrutura de TI do Grupo Lwart.

A solução

Inicialmente, o VDI se baseou em três hosts ESXi VMware vSphere Advanced 4.1, com 17 licenças do VMware View Premier para 10 usuários – total de 170 usuários licenciados.  Todos eles começaram a usar thin clients para acessar o ambiente VDI, o que facilitou o suporte e o gerenciamento. Em 2011, o ambiente foi ampliado para atender até 300 usuários, substituindo desktops físicos depreciados.

Durante a construção de uma unidade industrial para lubrificantes, foi montada uma estrutura para instalação de thin clients que acessavam o data center via link de rádio. Engenheiros essas máquinas para gerenciar desenhos em 3D (AutoCAD) das plantas, Corel Draw e Photoshop, além de tablets para visualizar as plantas enquanto estavam nas obras.

Segundo Pereira, “precisávamos entregar trinta desktops num canteiro de obras em um período muito curto de tempo. A virtualização nos permitiu cumprir essa tarefa com desktops virtuais acessados por um link via rádio de 30 Mbps ligado em um contêiner”. 

Nesse momento, o executivo percebeu que tinha feito um ótimo investimento voltado ao seu negócio. “A aceitação foi tão grande que tivemos usuários que preferiram se manter definitivamente no VDI do que voltar para o computador.” Desde o início até o fim do projeto, a Suprimática dimensionou e implantou as soluções em conjunto com a equipe de TI da Lwart.

Impacto nos negócios

A infraestrutura de 130 servidores virtuais instalados em quatro servidores físicos em rack blade e data center redundante, tudo baseado em VMware, é suficiente para suportar as operações de quatro unidades industriais e quinze unidades internas como centros de coleta de matéria-prima de lubrificantes. 

A TI da Lwart alterou o dia a dia de aproximadamente 40 pessoas que trabalham distribuídas em campo, entre gerentes e pessoal de vendas, que usam todo o tempo dispositivos móveis para gerenciar suas atividades internas.

O monitoramento das fábricas em tempo real e a capacidade de alocar infraestrutura de TI rápida e facilmente colocou a Lwart na era do data center definido por software. O ambiente padronizado faz com que os executivos destinem mais tempo à inovação dos serviços da empresa e ações sustentáveis, já que trabalham com recursos finitos, os derivados de petróleo.

Outra solução que trouxe confiabilidade à empresa foi o contingenciamento de dados em caso de interrupção do serviço – disaster recovery. “Para nós, a tecnologia tem de trazer um benefício ao negócio; senão, não vale o investimento”, diz Pereira.

Próximos passos 

A próxima etapa do Grupo Lwart será avaliar a relação custo-benefício de migrar serviços para uma cloud externa. É uma alternativa viável, caso as empresas do grupo precisem aumentar a capilaridade externa exponencialmente, porque a infraestrutura do prestador de serviço está pronta. Por enquanto, ainda não foi realizada essa fase devido ao custo da conectividade. O retorno do investimento se justifica de acordo com o número de usuários e os recursos usados.

Mobilidade é uma realidade irreversível. Engenheiros em campo já aproveitam todas as facilidades dos smartphones fornecidos pelo grupo. Portanto, BYOD está em estudo pelos administradores. As plataformas padrão de mercado são suportadas pela infraestrutura da Lwart. Com previsão de crescimento de 70% nos próximos cinco anos, preparar o sistema de gestão e de segurança faz parte do plano.

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Redação
12 years ago

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