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Ao passo que 2012 acaba, o Google anunciou o encerramento de mais 11 de suas dezenas de serviços. Fazendo uma alusão à estação do ano no hemisfério norte, a ação foi chamada de “limpeza de inverno”. Em um post de blog, Venkat Panchapakesan, vice-presidente de engenharia da empresa justificou a decisão dizendo que algumas decisões difíceis são necessárias para que a companhia maximize seu impacto sobre os clientes.
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Destes 11 serviços encerrados, poucos serão sentidos pelos internautas, por conta de sua baixa adesão.
Cinco deles afetam o serviço de Calendário, já a partir de 4 de janeiro de 2013, segundo a companhia:
A companhia também finalizará o Google Sync em 30 de janeiro, porque ele foi suplantado por outros protocolos abertos, especificamente IMAP, CalDAV e CardDAV. No entanto, isso se aplica a usuários dos serviços gratuitos da empresa. No caso de clientes do Google Apps for Business (negócios), Government (governo) e Education (educação), haverá manutenção.
O Google Sync para Calendário acabou na última sexta-feira (14/12). O voltado para o Nokia s60 sai em 30 de janeiro, junto com o pouco usado serviço de sincronização de contato para antigos dispositivos, conhecido como SynML. Um mecanismo para visualizar e atualizações arquivos do Project Hosting no Google Coe, o Issue Tracker API, será mantido até o dia 14 de junho de 2013.
Punched, um aplicativo de recompensa de lealdade para Android e iOs, será fechado em 7 de junho. Os pontos podem ser resgatados somente até essa data.
Desde que processo de encerramento de services começou, em 2011, 70 deles já foram encerrados.
Rotina
Com 165 novas funcionalidades lançadas no ano passado, o Google é categórico quanto ao processo que segue para formular o desenho final de seus produtos: a forma como o internauta interage com suas soluções é o que dita o formato e as funcionalidades. A explicação foi dada em abril deste ano durante o primeiro Atmosphere on Tour realizado pelo Google no Brasil, por Shailesh Rao, diretor de novos produtos da companhia.
“Não ficamos 18 meses pesquisando e desenvolvendo um produto, que é a média do mercado, para depois entregar para o consumidor e falar: pronto, esta é a melhor aplicação e é disso que você precisa”, alfinetara, explicando que os testes de usabilidade são feitos pelos próprios usuários, por meio do acesso a versões beta.
“As 165 funcionalidades de 2011 não vieram de um dia para o outro, foi ao longo do tempo. Desde que lançamento o Google+, foi uma média de uma nova funcionalidade ao dia”, contextualizou. O mesmo aconteceu com o serviço Google Maps, explicou Rao. Quando foi lançado, eles sabiam que o modelo não era o mais adequado. Já à época, eles acreditavam na interatividade e formas de visualização diferenciadas (como o demonstrado pelo Street View), mas que isso não era adequado à época.
Redação
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Pamela Sousa
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