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Google diz que não terá recurso alternativo de rastreio após fim de cookies terceiros

O Google afirmou nesta quarta-feira (03) que não irá desenvolver identificadores alternativos de rastreio para substituir cookies de terceiros quando eles forem eliminados do Chrome.

A decisão vem na esteira do plano da empresa remover cookies de terceiros do seu navegador ao longo dos próximos dois anos. O movimento já foi adotado por empresas como a Mozilla, com o Firefox, e a Apple, com o Safari.

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Cookies, vale lembrar, são elementos rastreadores que permitem que anunciantes acompanhem o comportamento de usuários da web através de múltiplos sites. Esses identificadores podem, por exemplo, ser utilizados para publicidade direcionada.

Leia mais: Privacy by Design ou o pós implementação da LGPD: o que as empresas precisam para garantir a privacidade no dia a dia

O anúncio do Google, é claro, não envolve a total extinção de ferramentas de apoio a publicidade. A empresa já tem realizado testes para avaliar a eficácia de uma abordagem de “publicidade digital centrada em privacidade” através do chamado Privacy Sandbox.

“Seguimos comprometidos com a preservação de um ecossistema digital vibrante e aberto, onde as pessoas podem acessar uma ampla gama de conteúdo suportado por publicidade, com a confiança de que sua privacidade é respeitada. Estamos ansiosos para trabalhar com outros players da indústria nesses avanços”, declarou David Temkin, diretor de gerenciamento de produtos, privacidade e confiança de anúncios do Google.

Um dos padrões propostos pela empresa é o chamado FLoC (Federated Learning of Cohorts), que propõem um modelo em que anunciantes possam atingir seu público-alvo por meio de grandes conjuntos de pessoas com interesses similares.

Segundo a companhia, essa abordagem coletiva “esconde” pessoas “no meio da multidão” e usa o processamento no dispositivo para manter o histórico da web de uma pessoa privado em seu navegador

Os testes com o FLoC mostram que os anunciantes podem contar com pelo menos 95% de conversões por dólar investido, mais uma vez em comparação com publicidade baseada em cookies. O resultado específico depende da força do algoritmo de agrupamento usado pelo FLoC e do tipo de público que se deseja alcançar.

O Chrome pretende disponibilizar audiências com base em FLoC para teste público este mês e começar a testar audiências com base em FLoC com anunciantes do Google Ads no segundo trimestre de 2021.

Leia também: Google irá bloquear cookies de empresas terceiras no Chrome a partir de 2022

A companhia afirma ainda reconhecer que a decisão significa que outros provedores de serviço poderão oferecer rastreamentos que não estarão disponíveis em suas plataformas, como gráficos de PII (informações de identificação pessoal, na sigla em inglês).

No entanto, a empresa diz acreditar que “esses tipos de soluções não atendem às expectativas de privacidade dos consumidores, nem resistirão às restrições regulatórias” e que, portanto, “não são um investimento sustentável no longo prazo”.

“Ao contrário disso, os produtos da web precisarão ser alimentados por APIs (Application Programming Interface) que preservem a privacidade, evitem o rastreamento individual e, ao mesmo tempo, forneçam resultados para anunciantes e editores”, pontua a companhia. “Para que a publicidade digital continue a ser o suporte econômico do ecossistema digital, o Google acredita que é necessário avançar na agregação, anonimato e processamento de dados no dispositivo, que oferecem alternativas eficazes para substituir os identificadores individuais.”

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Rafael Romer
5 anos ago

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