Geração Z é a mais propensa a trocar cartão de crédito pelo Pix

Pesquisa da Fiserv mostra que representatividade do cartão no volume total de pagamentos no País cresceu

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Pessoa segurando um smartphone que exibe na tela o logo do Pix, sistema de pagamento instantâneo brasileiro desenvolvido pelo Banco Central. O logotipo é composto por um símbolo geométrico verde ao lado da palavra "Pix" em letras estilizadas, seguido da frase "powered by Banco Central". O fundo da tela é branco e o ambiente ao redor tem iluminação com tons de azul e laranja desfocados (Sensedia, CNI)
Imagem: Shutterstock

Muito embora a maioria dos brasileiros que declara preferir o Pix como forma de pagamento (53%) no dia a dia diga que essa modalidade não substitui o cartão de crédito, por serem diferentes, a geração Z pensa um pouco diferente. Para 40% dos mais jovens ouvidos em uma pesquisa da Fiserv, o Pix substitui sim o cartão de crédito – no geral eles já usam mais o Pix (37%) do que cartão de crédito (30%).

O relatório da Fiserv, que é uma empresa especialista em pagamentos, divulgou essa semana os resultados da pesquisa Fiserv Insights: brasileiros e o uso de cartões de crédito hoje e amanhã, que busca traçar um retrato de como os consumidores brasileiros se relacionam com os meios pagamento, preferências e impacto das compras cotidianas na gestão financeira das pessoas.

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A pesquisa indica que, de todo modo, o uso de cartões de crédito no Brasil avançou, e cita um recente levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs) que indica que 65,8% dos R$ 965 bilhões transacionados via meios eletrônicos de pagamento no primeiro trimestre do ano foram na modalidade crédito, alta de 11,4% em relação ao mesmo período de 2023.

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“Mergulhar no universo específico dos cartões de crédito, olhando para o hoje e para as expectativas do usuário para amanhã, nos permite obter informações que são de extrema importância para os pequenos e médios negócios”, explica em comunicado Jorge Valdivia, General Manager da Fiserv no Brasil.

A pesquisa também indica que o cartão de crédito prevalecerá principalmente nas compras em loja online (57%), lojas físicas (47%) e para pagar serviços recorrentes de assinaturas (48%). O levantamento também destaca que Geração Z é a que mais declara que vai deixar de usar cartão de crédito para compras para pagamentos de serviços como luz, água e gás (32%), em redes sociais (29%) e para pagar serviços recorrentes de assinaturas (19%).

Compras parceladas (63%) e de alto valor (59%) são as menos propensas à substituição pelo Pix.

O estudo foi realizado entre abril e maio de 2024 com 1.216 proprietários de pelo menos um cartão de crédito ativo. Mais dados da pesquisa podem ser vistos nesse link.

Perfil dos usuários de cartão

Segundo o estudo da Fiserv, a maioria dos consumidores entrevistados (77%) possui três ou mais cartões de crédito ativos e apenas 9% possuem apenas um. Consumidores do nível socioeconômico A têm mais adesão a múltiplos cartões (85%) em comparação às classes B (80%), C (73%) e D (72%), apesar de não haver uma grande discrepância, segundo a empresa.

Os entrevistados que utilizam apenas um cartão de crédito o fazem por vários motivos. No nível socioeconômico A é a satisfação com benefícios oferecidos pelo adquirente, e 31% dos respondentes dos níveis D e E responderam ter sido o único cartão de crédito que conseguiram obter.

Para a classe média, o foco está principalmente em ter um melhor controle dos gastos (23% do nível B e 13% do nível C), seguido pelo fato de o cartão utilizado satisfazer sua necessidade de limite (respectivamente, 18% e 29%) e de não ver necessidade possuir mais um (esta, com porcentagens bem próximas: 23% e 24%).

Para 15% dos entrevistados, o limite do cartão de crédito é considerado uma complementação da renda, ou seja, são pessoas que usam o cartão para conseguir arcar com gastos mensais. Nos níveis D e E, o percentual aumenta para 28%.

Apesar de 85% definirem o cartão apenas como um meio de pagamento, sem extrapolar faturamento mensal, o uso do limite como fonte adicional de renda também aparece entre os usuários dos níveis socioeconômicos A e B, mesmo que discretamente – respectivamente, 8% e 9%, subindo para 15% entre os respondentes da classe C.

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