Gastos em TI para logística e supply chain sobem

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Gastos em TI para logística e supply chain sobem

Os investimentos em TI aplicada a logística e cadeia de suprimentos estão previstos para crescer 23% em 2008, entre as empresas brasileiras. O crescimento será maior que na Europa, que deve aumentar em 14%, e nos Estados Unidos, em que os recursos subirão 12%.

Apesar disso, em 2007, os gastos do mercado brasileiro com software para logística e gestão da cadeia de suprimentos foram 80% menores que o das indústrias da Europa e Estados Unidos. No Brasil, os investimentos estão calculados em US$ 800 mil na área, contra uma média de US$ 4,2 milhões nos países maduros.

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Os números são resultado de pesquisa conduzida pelo Centro de Estudos em Logística do Instituto de Pós-graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead/UFRJ), em conjunto com o instituto de pesquisa norte-americano AMR Research. No Brasil, foram consultadas cerca de 110 empresas do ranking das mil maiores, em todos os segmentos da indústria e os resultados foram comparados com estudos semelhantes conduzidos pela AMR Research em outros países. As conclusões foram apresentadas durante o III Fórum Internacional de Tecnologia da Informação Aplicada à L&SCM, de 13 a 15 de maio, em São Paulo.

Cesar Lavalle, diretor do COPPEAD/UFRJ, analisa que no Brasil, os investimentos em TI para logística e supply chain têm como objetivo melhorar a qualidade do serviço, mirando crescimento de vendas e participação de mercado. ?São características de mercados emergentes e em expansão?, comenta. Em comparação, os europeus e norte-americanos apontam como prioridade dos investimentos questões relacionadas a redução de custos.

John Fontanella, vice-presidente da AMR Research, afirma que os investimentos brasileiros concentram-se em software, para áreas como planejamento de manufatura e distribuição, previsão de demanda, planejamento e vendas. Já na Europa e nos EUA, em que a prioridade está em redução de custos, as empresas compram soluções analíticas e de otimização da rede, por exemplo.

?Os números da pesquisa mostram que há uma enorme oportunidade para os fornecedores de software de logística e gestão da cadeia de suprimentos?, ressalta Fontanella.

O executivo observa que o processo de amadurecimento por que passa o mercado brasileiro oferece a chance de aprender com os erros cometidos nos países maduros nos últimos 15 anos. ?Logística e cadeia de suprimentos não são áreas de redução de custos, mas podem ser uma ferramenta para ajudar a aumentar as receitas?, reflete. Fontanella aconselha a focar em uma cadeia de suprimentos orientada pela demanda do cliente. ?Antecipar o que o consumidor quer, fazer uma previsão correta. Esta é a grande lição?.

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