Gartner: escassez global de chips só termina em 2022

Disponibilidade de produtos e de matérias-primas ainda continuará baixa em 2021

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chips, semicondutores
chips, semicondutores — Foto: Adobe Stock

A escassez global de semicondutores, que tem afetado a disponibilidade de produtos eletrônicos para a indústria e o consumidor final, persistirá pelo menos até o fim de 2021, e o abastecimento só deve voltar aos níveis pré-pandemia no segundo trimestre de 2022. Essa é a previsão do Gartner, especialista em pesquisas de mercado, divulgada nesta quinta-feira (13).

“A escassez de semicondutores afetará severamente a cadeia de suprimentos e limitará a produção de muitos tipos de equipamentos eletrônicos em 2021”, sentencia Kanishka Chauhan, analista de pesquisa da consultoria, em comunicado à imprensa. “As fundições estão aumentando os preços dos wafers (placas de semicondutores feitas de silício e usadas como base para a criação de processadores) e, por sua vez, as empresas de chips estão aumentando os preços dos dispositivos.”

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Segundo o Gartner, a falta de chips começou na área de dispositivos, principalmente em processos de gerenciamento de energia, dispositivos de exibição e microcontroladores, fabricados em placas de fundição de 8 polegadas. A escassez agora se estende a outros equipamentos e há restrições de capacidade de produção e escassez de materiais.

Na maioria das categorias, o Gartner espera que a escassez de dispositivos seja eliminada até o segundo trimestre de 2022, enquanto as restrições de substratos podem se estender até o quarto trimestre de 2022.

Questão geopolítica

Desde o início da pandemia, a crise mundial de chips tem afetado preços e disponibilidade de dispositivos de consumo – como consoles de videogame e componentes de informática, entre outros – e componentes para a indústria, como a automobilística. O problema se tornou inclusive motivo de embate geopolítico, uma vez que a maior parte da cadeia de suprimentos está ou depende da China.

De olho nisso o presidente dos EUA Joe Biden anunciou recentemente planos para reduzir a dependência do país de semicondutores vindos da Ásia. Isso passa inclusive por incentivar empresas americanas, como a Intel, a expandirem linhas de produção nos EUA e na Europa.

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