Os aplicativos móveis viraram febre a partir da popularização dos smartphones com plataformas iOS e Android. Isso trouxe um novo e lucrativo mercado a ser explorado e desafios aos departamentos de TI mundo afora, já que os usuários queriam dos softwares corporativos o mesmo tipo de experiência, especialmente, quando o assunto era projeto de mobilidade nas empresas. E ainda que seja algo recente, a Forrester Research já prevê uma segunda onde de aplicativos, que viriam mais integrados às funcionalidades sociais, altamente personalizados e contextuais, sobretudo, pela influência do Big Data.
A consultoria lembra que esse mercado está em constante evolução e, ao mesmo tempo, recomenda preparo para enfrentar e se sair bem diante dessa nova onde de aplicações. Dados da companhia mostram que, na Europa, um terço dos consumidores com mais de 18 anos e que possuem smartphones usam aplicativos diariamente, 17% deles fazem uso diversas vezes ao dia. O engajamento propiciado por essa plataforma é imenso, basta saber tirar proveito.
Você deve estar se pergunta o que esse tipo de informação tem a ver com o dia a dia do departamento de TI e a resposta é tudo. A renovação da força de trabalho, com presença cada vez maior de jovens digitais, traz o desafio da inovação constante e de adaptação de muitas ferramentas a um novo tipo de experiência do usuário. Se antes o pensamento core estava apenas no que oferecer, hoje é o que e de que forma. Observar como caminha a tendência de aplicações móveis, por exemplo, serve ao CIO e sua equipe de lição de como conduzir a mobilização de algum software ou mesmo do que levar de ideia ao departamento de marketing se estiver na estratégia da corporação a oferta de algum serviço móvel aos clientes.
Em seu blog, o analista da Forrester Thomas Husson, lembra que a primeira geração de aplicativos móveis tinha pouca integração com sistemas de back-ends. Para ele, o mercado já está pronto para a segunda onda, onde o Big Data permitiria uma experiência contextual maior. Para o especialista, seriam aplicativos mais conectados e inteligentes e sairia do modelo nativo para algo híbrido e baseado na web. Aplicativos multiplataforma ainda são algo de opiniões divergentes, mas Husson os vê como caminho sem volta.
Desta forma, sendo você um CIO, um gestor de uma empresa que cria aplicativos ou alguém à frente de um projeto de mobilidade para oferta de serviços aos clientes, não custa nada avaliar ou até seguir alguns dos princípios propostos pelo analista ao elaborar a estratégia de sua aplicação: coloque o aplicativo em lojas e locais onde está sua audiência foco; ofereça novas ferramentas e serviços de maneira progressiva; invista em pesquisas e mobile analytics; introduza novos modelos de negócios; localize o aplicativo; e use notificações para ampliar o engajamento. Além disso, você deve incluir nesse projeto a avaliação do ciclo de vida da aplicação, algo já rotineiro aos gestores de TI no ambiente tradicional.
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