Forlex firma acordo de US$ 32 milhões com a AWS e inicia expansão para os EUA

Com o contrato, a legaltech brasileira planeja ampliar sua capacidade para 1,5 mil GPUs até o final do ano

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Três pessoas adultas em pé, lado a lado, olhando para a câmera, enquadradas do tronco para cima. As três vestem roupas de estilo corporativo, como blazers, camisas sociais e camisa de manga longa. O ambiente é interno, com uma grande janela ao fundo que mostra uma paisagem urbana com prédios e áreas verdes durante o dia. A iluminação é natural, vinda da janela, criando um cenário profissional e informal ao mesmo tempo. (Forlex)
Da esquerda para a direita: Jason Bennett, vice-presidente global de Startups e Venture Capital da AWS; Daniel Bichuetti, cofundador, co-CEO e CTO da Forlex; e Alvaro Echeverria, diretor e GM América Latina Startups da AWS (Imagem: divulgação)

A legaltech brasileira Forlex firmou um acordo de US$ 32 milhões com a Amazon Web Services (AWS) para ampliar sua infraestrutura tecnológica ao longo dos próximos três anos. O contrato prevê o fornecimento de capacidade computacional baseada em GPUs (unidades de processamento gráfico) NVIDIA B200 e abre caminho para a expansão internacional da empresa: em junho, a startup abrirá uma unidade nos Estados Unidos e passará a prospectar clientes corporativos americanos.

Para o cofundador e diretor de tecnologia da Forlex, Daniel Bichuetti, o acordo resolve um dos principais obstáculos enfrentados por startups em crescimento.

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“Estamos vivendo um momento em que a capacidade oprime o crescimento. É por isso que este acordo é um divisor de águas para nós. Em junho, estaremos nos mudando para São Francisco e iniciando o processo de conhecer o mercado, adaptar nossos produtos às empresas e trabalho em conjunto”, afirmou em coletiva de imprensa.

O contrato se soma aos créditos obtidos com a seleção da Forlex para o AWS Generative AI Accelerator (GAIA), programa global da Amazon voltado a empresas de inteligência artificial generativa. A legaltech foi uma das três startups brasileiras escolhidas em 2025 e, desde então, usa o suporte da provedora para planejar os próximos anos da companhia e desenvolver sua IA generativa, batizada de LIVIA. O produto foi criado para auxiliar empresas a unificarem e processarem documentos jurídicos com segurança.

O anúncio ocorre na mesma semana em que o Brasil registra seu primeiro unicórnio, isto é, startup avaliada em mais de US$ 1 bilhão, desde 2024: a Enter, também uma legaltech. Para o vice-presidente global de Startups e Capital de Risco da AWS, Jason Bennett, o crescimento no setor de tecnologia jurídica reflete tanto a demanda dos clientes quanto a facilidade de mensurar o impacto dessas soluções nas organizações.

No Brasil, segundo o Conselho Nacional de Justiça, o Judiciário contabilizava 75 milhões de processos pendentes no início de 2026, o menor volume dos últimos seis anos. Apesar dos planos de expansão, Bichuetti afirma que a Forlex manterá a maior parte de sua operação no País, com foco em crescer em território nacional.

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A nova geração de startups

Bennett afirma que empresas como a Forlex representam uma nova geração de startups, as chamadas AI-native, nas quais a Amazon pretende investir cada vez mais. Além das legaltechs, o executivo diz que a AWS tem buscado apoiar empresas de inteligência artificial generativa, inteligência artificial agêntica e, como área emergente, a IA física. “Temos visto um grande crescimento de oportunidades nessa área. Inclusive, acabamos de lançar um programa em parceria com a Nvidia, o Physical AI Fellowship, justamente para desenvolver mais essa área”, disse.

No Brasil, o diretor-geral de Startups para a América Latina da AWS, Alvaro Echeverria, relata que os investimentos têm se concentrado em fintechs, healthtechs e, mais recentemente, agrotechs. “Particularmente no Brasil, estamos começando a ver a tecnologia chegar no setor do agronegócio para ajudá-los a serem mais eficientes e ágeis. Esses seriam os três setores em particular nos quais vemos nossos fundadores investindo”, afirmou.

Como o maior país da América Latina, o Brasil representa para Echeverria os primeiros sinais do que está sendo construído na região. “Vemos o Brasil como um polo de inovação para startups de IA de ponta na América Latina. Viajo por toda a América Latina e o lugar onde tivemos os primeiros sinais e onde vimos empreendedores como Bichuetti pegando essa tecnologia e transformando-a em soluções foi o Brasil, o que é incrível de se ver”, declarou.

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Sobre o Autor

Bella Winckler Matrone é repórter do IT Forum. Formada em jornalismo pela PUC-Campinas, desde 2018 se dedica a pautas ligadas à temas ESG, com forte ênfase ambiental. Possui passagens pela TV Record e assessorias de imprensa de instituições como a CUFA (Central Única das Favelas) e a Garena, com o jogo Free Fire. Atua no IT Forum, cobrindo tecnologia e inovação, desde 2024.

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