Ferramentas de gestão de cloud: três pontos de alerta

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Ferramentas de gestão de cloud: três pontos de alerta

Apesar da crescente sofisticação de profissionais de TI que desenvolvem ambientes de nuvem, a peça chamada gerenciamento do quebra-cabeça ainda tende a ser complexa ? um cenário que pode causar problemas na medida em que o serviço de cloud computing amadurece.

Muitos dos compradores de TI que migram de uma infraestrutura virtualizada para um ambiente de computação em nuvem, inicialmente, vão ao seu provedor de hypervisor em busca de capacidades de gerenciamento. Entretanto, na medida em que eles expandem atuação em ambientes públicos, privados e híbridos, as ferramentas de gestão parecem não dar conta. De forma geral, como dizem diversos analistas, as equipes de TI ainda não estão preparadas para integrar com sucesso vários tipos de nuvem ou para liderem com a complexidade de se mover entre os ambientes.

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?O problema tipicamente aparece quando as empresas querem iniciar a movimentação de atividades entres as nuvens, oferecendo uma espécie de self-service dos recursos internos ou lançando fluxos de trabalho que pedem ferramentas que se conectem às nuvens pública e privada?, avalia Dave Bartoletti, analista sênior de infraestrutura e operações na Forrester Research. ?Não é questão de tamanho, mas algo necessário quando a empresa quer iniciar no mundo da nuvem. Você começa a entender que gasta muito tempo na criação, implantação e recuperação de recursos em nuvem e que você continuaria sendo muito rápido se permanecesse provisionando os recursos manualmente.?

Assim que sua companhia passar a pensar seriamente em aderir à computação em nuvem, tenha em meta essas três zonas de perigo como recomendam os analistas:

1 ? Compartilhar ferramentas não será tão fácil

Os serviços de gerenciamento de nuvem ainda estão em fase embrionária e as plataformas estão em constante evolução, assim, é difícil fazer comparações diretas. Uma plataforma de gestão de cloud precisa que está pronta para necessidades futuras precisa atender a uma série de capacidades, não apenas desempenho de monitoramento. Essa solução precisa oferecer automação, provisionamento self-service, segurança, governança e atender aos requisitos de auditorias. Mas a habilidade para suportar múltiplos ambientes de nuvem, talvez, seja o fator diferencial mais crítico.

Mesmo organizações que estão apenas no início devem projetar uma visão de longo prazo e definir um cronograma para a nuvem, assim, poderão anteder melhor às necessidades corporativas com o que um provedor de gestão de cloud entrega atualmente e com aquilo que ele se compromete para o amanhã.

?Os principais players têm ferramentas de gerenciamento em suas plataformas, mas as soluções mudam de um provedor para o outro, cada um tem suas nuances?, comenta Rick Blaisdell, CTO da ConnectEDU, que está na liderança direta para o desenvolvimento externo da arquitetura de nuvem para o site da universidade e de planejamento de carreira. Atualmente, a ConnectEDU utiliza ferramentas proprietárias para gerenciar sua nuvem privada hospedada por um provedor de serviços gerenciados, mas Blaisdell está completamente preocupado com o longo prazo e sua estratégia pedirá uma mudança de direção. ?Eventualmente, queremos uma console para ver todas as aplicações no modelo SaaS e toda a infraestrutura como serviço juntas em um único sistema de gerenciamento, com dashboards e, assim, avaliarmos nosso histórico de SLAs e evoluir a questão. Podemos até usar ferramentas de terceiro para ter essas informações, mas ainda não estamos nessa fase.?

2 ? Não ignore renovação de processos internos

A plataforma de gestão de computação em nuvem precisa ser não apenas compatível com múltiplas nuvens, mas integrar-se aos processos internos existentes. Dado que muitas empresas não fazer migração completa para nuvem, a ferramenta de gestão deve estar ligada à solução de gestão de infraestrutura existente. Trata-se de uma integração e desenvolvimento que muitas companhias não antecipam.

Mais que isso, as empresas precisam pensar sobre o ponto de vista do que querem oferecer como um catálogo de serviços padrão ? outro obstáculo relacionado à integração já que aquele banco de imagens precisa estar disponível para diversas nuvens. ?Você precisa destinar tempo para pensar sobre que serviços você quer ofertar para os seus usuários a partir de uma nuvem pública ou privada?, afirma Bartoletti, da Forrester. ?Quantas opções de implantação você quer oferecer? Três tipos de ambiente de desenvolvimento Windows ou seis sabores de Linux? Você precisa destinar um tempo para isso?, recomenda o analista.

Para Bartoletti, você deve oferecer um número limitado de serviços padronizados e apenas expandir quando for forçado a isso. ?É assim que você lida com a economia de nuvem?, conclui.

3 ? Ferramentas de cloud precisam ser dinâmicas

A natureza dinâmica da nuvem demanda diferentes tipos de ferramentas de gestão, uma que entenda a diferença entre o que foi interrompido daquilo que foi desligado propositalmente, entende Dave Roberts, vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios e ecossistema de plataforma para a ServiceMesh, que oferece produtos e serviços de gerenciamento de cloud computing.

Na nuvem, alguma coisa poderia teoricamente surgir na manhã e sumir ao entardecer. ?Sob a perspectiva da ferramenta de monitoramento, é difícil dizer a diferença se a solução não está pronta para entender as características da nuvem?, avalia Roberts. Uma ferramenta de gestão de nuvem deve estar pronta para estabelecer provisionamento de forma que possa monitorar a infraestrutura e mostrar se alguém está simplesmente tomando alguma ação para derrubar a nuvem ou apontar a existência de um problema maior. Mas um software tradicional de gerenciamento não pode fazer essa distinção.

 

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