Favelas do Rio têm acesso à Internet sem fio

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Favelas do Rio têm acesso à Internet sem fio

O Projeto Estação Futuro tem dois pontos de acesso instalados, com 25 computadores em cada. Uma está localizada na favela da Rocinha, que tem 170 mil habitantes, e outra no complexo Marés, que reúne cerca de oito comunidades, totalizando 160 mil moradores. As estações funcionam das nove às 22 horas, e o acesso custa R$ 2,00 por hora. A primeira estação foi inaugurada em três de julho na Rocinha, e a segunda começou a operar este mês.

Eugenio Costa, gerente de TI da ONG, avalia que o projeto está sendo bem sucedido. “São cerca de 300 usuários por dia nos terminais de acesso, e aproximadamente 300 inscritos nos cursos de informática. As comunidades estão com abaixo-assinados para que as estações passem a abrir mais cedo, às sete horas, e nos finais de semana,” afirma ele. Com o resultado, Costa prevê a instalação de 15 pontos de acesso até março de 2002, completando 500 estações em dois anos. “A médio prazo, a meta é expandir o projeto para o resto do Brasil,” diz ele.

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Para promover a integração comunitária, a Viva Rio, em parceria com a Globo.com, também criou um portal de apoio à comunidade, com conteúdo específico. O conceito dos cursos de informática é formar mão-de-obra na comunidade que dê retorno para o local. O comércio eletrônico é realizado por meio de um agente comunitário, que circula pela localidade explicando o serviço e levantando os pedidos. Com as listas completas, ele entra na Internet em uma das estações e faz as cotações online. O objetivo é reduzir os custos em compras para padarias, lojas de materiais de construção, bares, e varejo em geral. “Essas atividades são apêndices que tornam o Projeto Estação Futuro possível,” analisa Costa.

O projeto, desenvolvido pela Viva Rio, recebeu investimentos de cerca de R$ 130 mil. “A opção pela Internet sem fio deve-se ao problema de fiação e telefonia que existe nas favelas,” justifica Costa. A Comsat fornece um link de rádio de 256 kbps para o acesso sem fio à Web. Quando o sinal chega à estação, a Taho utiliza uma tecnologia que simula um guarda-chuva de recepção. “As residências e estações que estão embaixo do ‘guarda-chuva’ têm conexão com a rede,” explica Costa.

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