Os executivos defendem que a faixa de 1,9 GHz é a mais adequada às condições brasileiras de acesso a novas tecnologias, oferecendo melhor infra-estrutura e serviços ao consumidor. Por outro lado, a faixa de 1,8 GHz traria uma série de limitações tecnológicas, como o fato de permitir apenas a tecnologia GSM, usada principalmente por países europeus.
Segundo levantamento dos fabricantes, cerca de 70% das ligações internacionais do Brasil são realizadas para as Américas, que adotam o padrão 1,9 GHz. Para o presidente da Qualcomm, Marco Aurélio Rodrigues, este padrão traz mais vantagens econômicas, o que facilitaria os negócios entre os países dos três continentes americanos.
Rodrigues reforçou a idéia de que o governo não deveria ter que tomar este tipo de decisão. “Com a faixa 1,9 GHz as operadoras teriam liberdade de escolha entre as tecnologias GSM, CDMA e TDMA. Com 1,8 GHz isso não é possível. Os fabricantes não revelaram o volume de investimentos necessários no caso da adoção de uma ou outra faixa de freqüência, mas defenderam que a evolução tecnológica e a capacidade de geração de empregos será bem superior com a adoção do padrão 1,9 GHz.
Para o presidente da Lucent, Ricardo Furtado, a adoção da faixa 1,9 GHz vai permitir melhores condições de concorrência entre as empresas pelo fato desta faixa estar aberta a todos os tipos de tecnologia. “Essa flexibilidade traz serviços mais ágeis e mais baratos”, completa.
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