Após concluir, no começo de novembro, a integração com Enterasys, adquirida por US$ 180 milhões, a Extreme Networks afirma estar pronta e fortalecida para brigar por uma participação maior do mercado de redes. Para início dessa nova fase, a companhia acaba de anunciar sua nova estrutura para o Brasil e demais mercados na América Latina.
A região, com escritórios no Brasil, México e Chile, continuará liderada por Carlos Perea, que é vice-presidente de vendas da Extreme Networks para a América Latina.
Já o Brasil passa a ser comandado por Marcelo Maldi, nomeado diretor da Extreme Networks no País, ficando encarregado de acompanhar e monitorar o modelo de negócios das empresas consolidadas.
Com a compra da concorrente, Perea destaca que a Extreme Networks aumentou o seu leque de produtos para redes e agora passa a ser a quarta colocada desse segmento atrás de gigantes como Cisco, HP e Juniper. Entretanto, ele diz que sua companhia leva vantagem em comparação com esses players por sua especialização em infraestrutura com e sem fio. “Somos os únicos focados em redes wired wireless”, ressalta o executivo.
Perea acrescenta que o maior benefício para os clientes com a fusão é a entrega de produtos mais complexos para rede. “A Enterasys ficou muito conhecida no mercado com a venda de soluções para o segmento enterprise”, conta ele.
Agora com as soluções combinadas, a Extreme espera ampliar sua participação no segmento corporativo. Atualmente os maiores mercados da companhia são as verticais de governo, services providers e integradores.
A empresa vai buscar novas oportunidades de negócios. Uma delas, que já é explorada nos Estados Unidos, é a de segurança com ofertas para vigilância em estádios de futebol, por exemplo.
Para atender o mercado local, a Extreme conta com três escritórios localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, os quais contam juntos com um time de 60 pessoas.
Hoje a companhia movimenta globalmente uma receita anual de US$ 620 milhões e a América Latina responde por cerca de 10% dessa receita. Perea acredita que o Brasil tem potencial para contribuir com 50% dos negócios da região.
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