Expectativa x realidade na nuvem. Como lidar com o cenário?

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Expectativa x realidade na nuvem. Como lidar com o cenário?
Expectativa x realidade na nuvem. Como lidar com o cenário?

Muitas vezes em projetos de cloud, empresas criam uma expectativa e quando se deparam com a realidade, não sabem como contornar a situação. Afinal, o que pode atrapalhar na migração para a nuvem e até mesmo surpreender positivamente? O tema foi discutido em apresentação no IT Forum Expo, em São Paulo, conduzida por Reinaldo Roveri, sócio da consultoria Stratica, e por Hermenegildo Cavalcanti, Business Engagement Manager da Microsoft, que até pouco tempo ocupava o posto de CIO da Microsoft.

Para chegar a uma resposta para essa pergunta, a Stratica realizou uma pesquisa com 12 CIOs brasileiros, de grandes empresas instaladas por aqui. Juntos, esses líderes de TI são responsáveis pela gestão de 30 data centers. O levantamento constatou algo que, de forma empírica o mercado já observava: nuvem já é considerada a primeira opção de implementação em novos projetos

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Mesmo os que não nasceram na cloud estão migrando grande parte de suas aplicações para as nuvens. É o caso da Microsoft, contou Cavalcanti. “Em 2007, nosso então CEO global, Steve Ballmer, estabeleceu a meta de migrar 80% das aplicações da empresa para a cloud. Hoje, estamos muito próximo disso e 10% já nasce com base no modelo”, comentou, acrescentando que a estratégia foi simples, entendendo, em primeiro lugar, o que era na época o modelo, a aplicação nos negócios e, em seguida, definindo políticas de segurança. 

Toda a jornada foi pautada por uma metodologia consistente, relatou. Segundo ele, esse processo foi bastante interessante para a empresa, pois permitiu rever processos. “Estamos em uma grande transformação e sem cloud não teria sido possível.”

Barreiras e benefícios
A pesquisa realizada pela Stratica buscou entender quais são os entraves para a adoção de cloud e os itens mais citados foram o legado, as dificuldades de construir um roadmap de migração e entender o real conceito por trás da nuvem. 

Segurança, segundo o levantamento, permanece como ponto de atenção dos CIOs, com 92% levantando preocupação sobre o tema. Roveri avaliou que do ponto de vista da cultura do usuário e de algumas práticas internas faz sentido essa visão. “Cloud vem para potencializar a Shadow IT. Antes era mais fácil de controlar porque o servidor estava embaixo da mesa do funcionário. Agora, qualquer um pode contratar serviço de nuvem pública e colocar o dado confidencial da empresa ali”, refletiu. 

Para minimizar riscos, a Microsoft, contou Cavalcanti, tem políticas rígidas de segurança. Não é para menos. A empresa é, hoje, o segundo maior alvo de tentativas de invasões do mundo, atrás apenas do Pentágono. “Não só para nós, mas para qualquer negócio é fundamental ter política de qualificação da informação, aplicando níveis para que as mais sensíveis não possam ser acessadas”, orientou.

Quando questionados sobre o que gostam e desgostam dos provedores de cloud, os CIOs citaram como positivo o fato de poder ter escalabilidade, simplicidade de implementação e elasticidade. O que eles menos gostam é a estrutura de precificação. “Alguns vendors aplicam preços baixos e se o cliente precisa escalar, o preço aumenta”, exemplificou Roveri citando pontos indicados pelos líderes de TI.

Por outro lado, os benefícios listados em razão da adoção do modelo foram otimização de custos, escalabilidade e ganho de produtividade. Sobre o item produtividade, Cavalcanti comentou que na prática, empresas precisam primeiro entender como buscar satisfação dos usuários para somente assim conquistar altos níveis de produtividade e com isso alinhar expectativas. 

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