EUA e China iniciam negociações sobre IA em Genebra

Primeira reunião de alto nível aborda riscos e implicações da IA, refletindo corrida tecnológica e tensões entre as potências

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Imagem de sobreposição das bandeiras dos Estados Unidos e da China, destacando os símbolos de ambas as nações. A bandeira americana, com listras e estrelas, se mistura à bandeira chinesa, com fundo vermelho e estrelas amarelas, representando a interação entre os dois países (China, EUA, minerais, tecnologia, tarifa, europa, baidu, software)
Imagem: Shutterstock

Representantes dos Estados Unidos e da China se reúnem em Genebra nesta terça-feira (14) para discutir os riscos e implicações da inteligência artificial (IA), em meio a uma crescente corrida tecnológica e tensões diplomáticas.

Seth Center, enviado adjunto do Departamento de Estado para tecnologia crítica e emergente, e Tarun Chhabra, diretor sênior de Tecnologia e Segurança Nacional no Conselho de Segurança Nacional, liderarão a delegação dos EUA.

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A China será representada por autoridades do Ministério das Relações Exteriores e da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, a agência central de planejamento econômico do país.

Leia também: BYD enfrenta desafios com desaceleração do lucro e guerra de preços na China 

A rivalidade EUA-China sobre a IA está em destaque, já que ambos os governos a consideram uma prioridade estratégica. A IA oferece vantagens significativas em setores como defesa e economia, mas também levanta preocupações, como o potencial para ciberataques e desinformação.

Nesse contexto, e sob o argumento de garantir a segurança nacional, a Administração Biden impôs sanções à China para restringir seu acesso a chips avançados. Além disso, a tensão entre os países se intensificou ainda mais no mês passado, depois que o Presidente Biden assinou uma lei nos EUA proibindo a plataforma de vídeos curtos TikTok, a menos que seja vendida para um comprador não chinês.

Segundo o Washington Post, autoridades da Administração Biden reduziram as expectativas para resultados concretos das conversas desta semana. Elas afirmaram que não estão buscando lançar uma declaração conjunta ou cooperar com a China em pesquisa de IA.

Além disso, um funcionário descartou a ideia de que as sanções de chips dos EUA possam ser revistas, enfatizando que Washington não negociará “medidas de segurança nacional”.

Espera-se que o diálogo entre os dois países sobre IA tenha implicações não apenas bilaterais, mas também globais.

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