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Estudo mostra como tecnologia pode ser benéfica para preparação de atletas

A tecnologia realmente pode ser uma aliada dos atletas na práticas esportivas. E a prova está no estudo publicado no “Journal of Sports Medicine and Physical Fitness” qye cruza informações e estatísticas dos atletas para apontar essa conclusão. Os dados mensuram o desenvolvimento da performance individual e coletiva dos atletas e permitem que fisiologistas do esporte otimizem cada vez mais os treinos.

Este é o caso da medalhista olímpica no vôlei de praia Ágatha Rippel e a campeã mundial Duda Lisboa, que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Desde 2018, elas fazem uso do sistema de monitoramento cardíaco e GPS para grupos Polar Team Pro, que auxilia r o trabalho de técnicos, preparadores físicos, fisiologistas e nutricionistas no mapeamento e avaliação da performance, carga de treino, condicionamento físico, além de uma série de informações, que impactam diretamente nos resultados da dupla – tudo em tempo real.

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Com o sistema, a dupla realizou ao longo de aproximadamente 100 jogos uma análise da frequência cardíaca e do deslocamento via GPS para entender as demandas das atletas durante os jogos. O uso da tecnologia tem sido ótimo para feedback e melhoria do desempenho dos atletas. E, ao que tudo indica, essa é uma das tendências (confira outras) que vieram para ficar.

“Por meio do cruzamento das informações monitoradas com elementos do nosso banco de dados, conseguimos organizar as melhores estratégias de treino, além de ter um feedback sobre as respostas das atletas – se estão sendo sobrecarregadas, se é necessário mais intensidade nos treinos ou mais dias de descanso na rotina, por exemplo. Dessa forma, analisamos esses dados semanalmente e vamos nos adaptando de acordo com as análises”, explica Renan Nunes, responsável pela fisiologia da dupla.

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No estudo em específico, uma série de informações foram coletadas, e elas levaram a diferentes conclusões para cada atleta, sendo possível personalizar as demandas do treino para cada posição em quadra e também para cada tipo de campeonato, seja ele nacional ou internacional. “Por exemplo, pela função que exerce em jogo, como bloqueadora, a Ágatha acaba apresentando uma maior demanda física comparado à Duda. Durante o jogo, as diferentes ações no qual a atleta realiza, como saque, recepção, ataque e bloqueio, gera maior demanda física. Nos jogos analisados e mensurados foi possível concluir que ela permanece mais tempo em maiores zonas de intensidade, (principalmente na faixa entre 90-100% da frequência cardíaca máxima), assim como, em diferentes intensidades de corridas, aceleração e pico de velocidade nos jogos”, revela o especialista.

Considerando o tempo que as atletas permanecem em cada zona de intensidade cardíaca e de locomoção, e associando esses dados ao cenário pessoal e coletivo da dupla é possível evitar lesões e planejar os próximos passos para um melhor desempenho. Assim, é preciso incluir atividades mais intensas para sustentar a necessidade de cada atleta, além de mensurar como está o desempenho em termos de deslocamentos e ações de intensidade. “O desafio é enxergar a variável, seja ela uma noite mal-dormida, um resfriado, um retorno de férias ou até mesmo um estresse emocional, e identificar como ela impacta na rotina de treinos do jogador, a fim de prevenir lesões e principalmente a fadiga, fator ao qual os jogadores de vôlei de praia estão mais suscetíveis”, conclui Renan.

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Raphael Andrade
Tags: Ágatha rippelDuda lisboajogos olímpicos de tóquiopolar team pro
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