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Conhecida pelo seu programa de residência digital, que permite que cidadãos de qualquer país do mundo gerenciem negócios na União Europeia online e a partir de qualquer localização, a Estônia anunciou a abertura de seu primeiro ponto de coleta documentos no Brasil.
Localizado em São Paulo, o espaço permitirá que empreendedores remotos e freelancers na região aspirantes à residência digital do país europeu coletem suas carteiras de identidade digital no ponto físico. Até então, o ponto de coleta mais próximo para retirada de documentos era Portugal.
O Brasil tem hoje o maior número de aplicações à e-Residency da América do Sul. Ao lado de Bangkok (Tailândia), Cingapura e Joanesburgo (África do Sul), a cidade brasileira foi identificada como um dos ‘hotspots’ de trabalho remoto e, por conta da pandemia da Covid-19, foi selecionada para receber um ponto de coleta e facilitar o processo de residência eletrônica.
“Estamos muito animados com o anúncio de nossos novos pontos de coleta na África, América do Sul e Ásia. Expandir nossa rede digital e física e também capacitar negócios são sempre uma prioridade para nós, e este lançamento está em andamento há algum tempo”, diz Lauri Haav, diretor executivo da e-Residency. “Empreendedores, empresários e freelancers de todo o mundo têm muito a oferecer e esperamos que tornar o processo mais fácil para ingressar na e-Residency incentive mais deles a nos escolher para ajudar no crescimento de suas empresas.”
Lançado em 2014 pelo governo da Estônia, o programa e-Residency disponibiliza uma ID digital estoniana para cidadãos de outros países. Com ela é possível abrir e administrar uma empresa remotamente, solicitar uma conta bancária comercial e cartão de crédito, conduzir um banco eletrônico, usar provedores de serviços de pagamento internacionais, declarar impostos e assinar documentos digitalmente.
O e-Residency, no entanto, não fornece cidadania, residência fiscal, residência física ou o direito de viajar para a Estônia ou União Europeia aos participantes. Existem atualmente mais de 80.000 e-residentes de 170 países diferentes. Nos últimos sete anos, os residentes eletrônicos fundaram 17 mil empresas na Estônia, gerando 2 mil contratações.
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