Especial IT Web 10 anos: dispositivos e aplicativos móveis mudam a forma de interagir com a web

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Especial IT Web 10 anos: dispositivos e aplicativos móveis mudam a forma de interagir com a web

Desde que o celular se tornou um ponto de acesso à web o

mundo assiste a uma constante evolução, e não apenas em velocidade de conexão.

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Os aparelhos estão mais robustos, as telas de melhor qualidade e as plataformas

revolucionaram a forma de lidar com o device, agregando funcionalidades que vão

desde uma câmera e gravador de voz à integração com e-mail corporativo e

aplicações mais complexas. Ao mesmo tempo, elas trouxeram novas formas de

interação com a internet. O navegador e o programa de e-mail deixaram de reinar

soberanos para ceder um pouco de espaço aos aplicativos móveis que oferecem os

mais variados serviços.

O iPhone, da Apple, é, sem dúvida, um dos precursores desta

revolução. Com seu sistema operacional simples e intuitivo e a estratégia de

loja de aplicativos, a fabricante ganhou atenção e devoção dos aficionados por

tecnologia. Talvez a própria companhia não soubesse o sucesso que as aplicações

fariam. Hoje, na App Store são mais de 140 mil programas disponíveis, que vão

desde jogos, passando por home brokers, serviços de notícias e interfaces de

acessos às redes sociais mais populares.

Esta matéria faz parte de uma série especial de reportagens

sobre o futuro da internet em comemoração aos 10 anos do IT Web.

Depois do sucesso da App Store, diversas fabricantes

seguiram a fórmula e colocaram seus canais de comercialização de aplicativos

online. O Google, com a plataforma Android, talvez seja, neste momento, o que

mais se aproxima do modelo da Apple. O Android Market dobrou de tamanho desde

janeiro e já disponibiliza mais de 42 mil aplicativos. A GetJar, uma das

maiores lojas de aplicativos online, aposta que este segmento será um mercado

de US$ 17,5 bilhões em 2012. Para este ano, a ABI Research prevê seis bilhões

de downloads em todo o mundo. E todos concordam que estes programas têm

liderado o acesso à rede móvel de dados.

Apesar do frisson,

Bruno Baptistão Neto, analista de TIC da Frost & Sullivan, não vê, neste

movimento, uma perda de importância dos navegadores móveis, sobretudo no

Brasil. “A penetração de web móvel ainda é pequena e, quando tem a

oportunidade, a pessoa primeiro usa o navegador para depois ter uma aplicação

de Facebook e outras mais avançadas”, comenta.

A visão do especialista para o mercado brasileiro também

está suportada pela pintura do segmento móvel atual. Pelo menos 80% da base de

celulares no Brasil é pré-paga e as pessoas que utilizam essa modalidade

contratam um cesta de serviços mais básica e, quando esse usuário tenta acessar

a web móvel, não tem uma velocidade adequada para construir uma boa

experiência. Além disso, a quantidade de smartphones ainda é pequena, em torno

de 6% de penetração.

“É possível ter uma boa experiência, mas o preço é alto.

Economicamente fica restrito a um pequeno grupo de pessoas e executivos”,

completa Neto. Ele não nega, entretanto, que a internet móvel propiciou

diversas mudanças, criando um ambiente de conexão constante, em qualquer lugar

e a qualquer hora. O analista cita alguns exemplos do próprio mercado

corporativo que, no caso de empresas de frota, tem se beneficiado das

aplicações de mapas e GPS, mudando a forma de trabalho. Mas já há exemplos aos

montes de aplicações de CRM, automação de força de vendas e mobile office.

Do lado do usuário comum, a quebra de barreira está na

velocidade com que se tem acesso às informações e também interage com o mundo

na rede mundial. Com uma aplicação para Facebook ou Twitter, por exemplo, é

possível responder aos seus contatos de forma instantânea, com poucos cliques.

Um vídeo pode ser postado no YouTube rapidamente e por aí vai.

Desafios

Apesar dessas facilidades, não há nenhum sinal, pelo menos

no curto prazo, apontando para substituição do acesso residencial pela

interação com a web por meio de um smartphone. “O dispositivo móvel muda a

relação com o ambiente da internet, mas não substitui o que está em casa, que é

um uso mais rápido”, acredita Neto.

Além disso, o mundo dos celulares inteligentes, PDAs,

smartbooks e outros dispositivos móveis que possam surgir dentro desta

categoria exige um empenho imenso na simplicidade de funções e facilidade de

uso, do contrário, as pessoas abandonam. Não é possível tentar simplesmente

fazer uma cópia daquilo que se vê no PC para uma tela de três, quatro

polegadas.

A relação que a pessoa constrói com estes dispositivos e

aplicativos é totalmente diferente da existente com um desktop ou laptop.

Enquanto na web fixa você passa horas navegando, quando o acesso é por um

smartphone, por exemplo, se faz em minutos uma consulta ou confirmação. Mesmo

no caso de aplicações corporativas é assim. O executivo utiliza esta conexão

móvel para checar e-mails, movimentação de vendas ou mesmo dar uma aprovação

rápida.

Para Petrônio Nogueira, líder da área de mídia e telecom da

Accenture, é preciso observar três pilares complementares: dispositivos, acesso

e nuvem. “Os aplicativos serão baseados neste tripé. As empresas que forem

explorar esse mercado terão de olhar para isto, porque parte das funções será

acessada pela nuvem. A Apple já faz isto com a loja iTunes.”

O especialista alerta ainda para a necessidade de

investimentos em rede. Ele

lembra que as pesquisas apontam para um crescimento no desejo por smartphones e

que isso vem acompanhado de aumento de tráfego, de forma que as companhias

terão que investir para não haver degradação da rede. “Haverá mais

compartilhamento e compartir é upload

e download, aumentando o tráfego da

rede.”

Veja o que as

empresas têm feito nesta área:

Itaú aposta em aplicativos de olho em funcionalidades

Virtualização leva tudo para iPhone e iPad 

RIM se concentra em superaplicativos

Qualcomm investe em plataforma móvel mais popular 

Navita trabalha BlackBerry, mas olha usuário

final (publicação em 20/04)

União de Meego e Atom representa força móvel para

Intel

(publicação em 20/04)

Microsoft aposta no Windows Phone 7 para ganhar market share (publicação em 20/04)

Leia mais:

Há dez anos, nascia o portal de notícias de tecnologia e

telecomunicações IT Web. Para comemorar a data,

diversas reportagens serão publicadas ao longo do mês de abril com

objetivo de, mais que fazer uma retrospectiva, analisar as mudanças

pelas quais o mundo e os negócios passaram, além de apontar tendências

que podem trilhar a próxima década da internet. Acompanhe o especial!

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