Ericsson substitui diretor jurídico em meio a escândalo envolvendo operações no Iraque

Investigação encontrou pagamentos suspeitos, incluindo possíveis pagamentos a terroristas, para sustentar operações da Ericsson no Iraque

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Ericsson
Ericsson — Foto: Imagem: Reprodução/Shutter Stock

A Ericsson anunciou nesta quarta-feira (16) que Xavier Dedullen não ocupa mais o cargo de Chieft Legal Officer (CLO) da empresa. O executivo será substituído por Scott Dresser, antigo diretor jurídico da operadora holandesa Veon.

A saída de Dedullen ocorre após promotores dos Estados Unidos terem acusado a companhia de violar um acordo legal estabelecido em 2019. Segundo a acusação, a gigante de telecomunicações não teria divulgado todas as informações necessárias sobre um escândalo envolvendo sua atuação no Iraque.

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Dedullen assumiu o cargo em 2018. Na ocasião, a Ericsson estava sob investigação criminal e realizou um acordo com o Departamento de Justiça e a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos para resolver acusações de suborno não relacionadas ao caso iraquiano. A Ericsson pagou mais de US$ 1 bilhão em multas por conta do episódio.

De acordo com um investigação do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ), a companhia sueca se envolveu em um segundo imbríglio com suas operações no Iraque. A investigação encontrou uma série de pagamentos suspeitos, realizados entre 2011 e 2019 para sustentar seus negócios no Iraque – incluindo possíveis pagamentos a terroristas do Estado Islâmico.

A investigação foi baseada em relatórios internos vazados compilados pelo departamento de conformidade da Ericsson e obtidos pelo ICIJ.

Em uma reunião com investidores, Börje Ekholm, CEO da Ericsson, classificou o episódio como “extremamente embaraçoso” para a organização. “Este é um assunto muito sério e uma má conduta embaraçosa e inaceitável”, disse. A compahia também afirmou estar realizando uma investigação interna sobre sua conduta no Iraque.

*Com informações de ICIJ

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