Uma revolução está prestes a acontecer no mais improvável dos locais: aquelas centenas, talvez milhares, de portas USB espalhadas por sua empresa. É uma revolução na distribuição de energia e gerenciamento, o tipo de coisa que normalmente só interessa à equipe de infraestrutura de TI. Mas há implicações mais amplas, que devem fazer com que toda a organização de TI tome nota.
A especificação para o padrão USB Power Delivery (USB PD, algo como “Distribuição de energia via USB”) foi lançada há quase dois anos, mas os primeiros aparelhos projetados de acordo com a norma só irão começar a aparecer no mercado no final deste ano. O novo padrão vira a função de uma porta USB de cabeça para baixo: o que era uma interface de dados capaz de transmitir energia agora se torna uma fornecedora de energia com uma interface de dados. Uma porta USB 3.0 atual pode entregar apenas 10 Watts a um aparelho conectado, mas as projetadas de acordo com o novo padrão poderão transmitir até 100 Watts. Aparelhos maiores e mais complexos poderão ser alimentados somente por uma porta USB.
Veja como o USB PD irá afetar o mercado a TI:
É verde: De acordo com um estudo da Comissão de Energia da Califórnia, equipamento de escritório é responsável por 17% do consumo de energia em um prédio comercial pequeno. A maioria do equipamento de escritório opera internamente com corrente contínua (DC), que é obtida convertendo a corrente alternada (AC) oferecida pela rede elétrica do prédio.
Embora fontes de alimentação com o selo Energy Star devam ter uma eficiência de pelo menos 80%, alguns aparelhos mais baratos são apenas 65% eficientes, ou seja, 35% da energia consumida é desperdiçada como calor. Portas USB PD reduzem o consumo de energia ao entregar corrente contínua na voltagem necessária ao aparelho conectado, reduzindo o desperdício na conversão. É como se Thomas Edison estivesse rindo por último quase um século depois de Nikola Testa ter vencido a “Guerra das Correntes”.
A especificação USB PD exige que a corrente elétrica flua em ambas as direções. Isso permite que um computador, monitor e outros aparelhos conectados através de cabos USB sejam alimentados por uma única donte AC. E isso significa que menos energia é perdida na conversão. Além disso, permite que o aparelho com maior carga em sua bateria alimente os outros aparelhos. Por exemplo, um notebook poderia alimentar um smartphone até que sua bateria se esgote, e então ser alimentado pelo smartphone.
Novos prédios poderiam incluir dois conjuntos de fiação para tirar proveito da eficiência energética do USB PD: um levaria corrente alternada (AC) para aparelhos com grandes motores. E o outro levaria corrente contínua (DC) para tablets, smartphones e outros eletrônicos, sem nenhuma conversão necessária.
Há menos bagunça: a maioria dos escritórios contém um emaranhado de fios e cabos conectando diferentes aparelhos a várias fontes de alimentação. Mesmo empresas que investem em um sistema de gerenciamento de cabos acabam por descobrir que a bagunça aumenta com o tempo à medida em que aparelhos são adicionados. Fornecer energia e conectividade através do mesmo cabo reduz o número de fios que tem que ser gerenciados. Isto deixa o espaço mais organizado, o que significa que há menos coisas para desemaranhar quando uma mudança for necessária. E o mais importante: cabos USB são mais baratos que as fontes de alimentação que irão substituir.
Fica mais fácil viajar: as viagens ficam muito mais fáceis quanto todos os aparelhos que você tem de levar consigo podem ser alimentados por uma única fonte de alimentação com um conector USB em uma ponta. Isso significa que você não terá de carregar po aí um carregador separado para cada aparelho, ou pior, descobrir bem na hora de uma reunião que se esqueceu justamente da fonte de alimentação do aparelho mais importante. E à medida em que o USB PD de tornar mais comum, prédios de escritórios, aviões e hotéis irão oferecer portas USB, potencialmente eliminando a necessidade de carregar uma fonte de alimentação.
Agora é a hora de começar a determinar como tirar proveito do USB PD e que recursos, planos de transição e mudanças de infraestrutura serão necessárias.
por Eduardo Barros A transformação da inteligência artificial (IA) nos negócios lembra o que aconteceu…
A Snowflake anunciou os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado…
A Comissão Europeia determinou que a Meta reestabeleça o acesso de assistentes de inteligência artificial…
As negociações com as ações da SpaceX têm início nesta quinta-feira, 12, em uma oferta…
A ascensão dos agentes de inteligência artificial (IA) está criando uma oportunidade para plataformas de…
Continuam abertas as inscrições para o prêmio Executivo de TI do Ano 2026. A iniciativa,…