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Em meio à transformação digital, integradoras de TI buscam aliar técnica com entendimento de negócios

A adaptação aos novos modelos de negócios tem exigido esforços das equipes de TI. A chamada transformação digital não só chegou, como já está deixando algumas empresas para trás e simplesmente atropelando quem não se preparou adequadamente para esse processo. Estudo recente divulgado pela Dell Technologies, por exemplo, mostrou que 52% dos executivos têm percebido alterações significativas em seus setores nos últimos três anos e 45% acreditam que existe a possibilidade de suas empresas estarem obsoletas nos próximos três a cinco anos. Os números falam por si só – a transformação digital chegou e é um desafio para a TI.

Existem alguns agentes no meio do caminho entre a chegada da “avalanche” de tecnologias e a criação de uma infraestrutura adequada. São os integradores, que disputam para ser o parceiro ideal das empresas nesse processo. Essas companhias especializadas, com seus profissionais, ao mesmo tempo em que precisam acompanhar as mudanças das tecnologias para estarem atualizados, também necessitam adaptar-se às novas demandas dos clientes para atendê-los.

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Nesse cenário, o papel do integrador de TI mudou. Alguns conceitos, como Integrador 2.0, estão surgindo e o fato é que o papel de equipe técnica, que antes implementava uma solução e partia para a próxima jornada, ficou para trás. Seja um projeto de nuvem, big data ou mobilidade, cliente e integradores estão cada vez mais unidos para projetos no médio e longo prazo e que seja atualizado com o que há de novo e, o principal, com o que for o ideal para o cliente.

A Vert,  provedora de soluções prestes a completar 20 anos no mercado, tem utilizado o termo Integrador 2.0, definido pela companhia como aquele que, além do suporte tradicional nas demandas de TI, auxilia o cliente em demandas disruptivas, inovações, sugere a busca por novidades e mostra o caminho para isso. A empresa se pauta por quatro frentes para essa mudança no papel do integrador: novas tecnologias, novos modelos de negócio, nova necessidade social e um novo modelo de mercado.

“O modelo antigo juntava várias peças de um Lego e entregava para o cliente montado. Mas esse Lego não necessariamente era ágil e dinâmico. O que temos visto é que o papel do integrador, em um mundo cada vez mais rápido em termos de demanda, mudou muito e a necessidade de uma integração tem um ciclo cada vez menor. É preciso somar a capacidade de customizar e agregar serviços em diversas camadas. Integrador 2.0 é aquele que ajuda o cliente a se transformar digitalmente”, declarou André Fróes, diretor de vendas da Vert, que tem reforçado junto aos seus clientes esse conceito.

Nesse sentido, Rodrigo Parreira, CEO da PromonLogicalis, outra importante integradora presente no mercado nacional, destaca o surgimento da “conversa de negócios”, que soma a capacidade técnica ao entendimento das necessidades do cliente como um todo.

“O conhecimento técnico sempre será fundamental, mas você não vende mais soluções apenas com termos técnicos. É preciso ter uma conversa de negócios. O cliente começa a ter interesse nos negócios. Temos uma estrutura de integradores de sistema tradicionais, mas, ao mesmo tempo, consultores de negócios, que falam diretamente de negócios e tentam entender a cadeia de valor do cliente e seu posicionamento. É preciso olhar a tecnologia como elemento desse processo”, disse Parreira. A área de negócios citada pelo executivo teve início há dez anos com apenas um profissional. Hoje, são cerca de cem colaboradores, que se tornaram peça-chave para acompanhar a evolução do mercado.

Outro importante player do mercado de olho nessas mudanças é a Stefanini, que cada vez mais busca agregar valor ao “arroz com feijão”. “Buscamos sempre uma oferta estruturada de negócios. Manter a oferta técnica, mas, ao mesmo tempo, oferecer ao cliente algo robusto, que será muito importante no futuro”, destacou Marco Stefanini, CEO da companhia.

Parreira, por sua vez, aposta em duas frentes para o desenvolvimento dos integradores. “Os clientes querem valor. Foi-se o tempo que eles queriam somente performance ou a tecnologia em si. Eles querem valor agregado. O integrador precisa de relacionamento no longo prazo e confiança, ou seja, o cliente precisa confiar em você e na sua capacidade de agregar valor à empresa. E também precisa entender o desafio de negócios do cliente, qual vertical ele está inserido, quais são seus desafios digitais no momento e os elementos que estão o ameaçando – os desafios estratégicos”, concluiu.

Perfil do profissional
Apesar das tecnologias e do mundo cada vez mais automatizado, os profissionais ainda desempenham papel essencial na cadeia, sobretudo do ponto de vista do entendimento dos negócios. Fróes lembra que, como provedoras de tecnologia, é dever das integradoras contar com equipes constantemente atualizadas, antes de propor atualizar quem quer que seja.

“O profissional de TI de hoje precisa estudar ainda mais e estar sempre atualizado. A Vert qualifica seus profissionais para serem mais versáteis e que possam entender parte de desenvolvimento e infraestrutura e alta capacidade analítica. Um desenvolvimento com operação com alto poder de analise de dados para poder conseguir prever comportamento, operações e funcionamento para tomar melhores decisões.”

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Published by
Redação
Tags: Integrador 2.0Integrador de TIPromonLogicalisStefaninitransformação digitalvert
10 anos ago

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