José Eugênio Braga não tem currículo profissional. Quando era um jovem de 20 e poucos anos, meteu as caras em uma iniciativa corporativa ao criar sua própria empresa, a Engine. Era início da década de 1990, e a falta de recursos, apesar da boa ideia que ele e seu sócio, José Rubens Tocci, possuíam, não foi um empecilho para iniciar os negócios. Anos depois, a companhia foi comprada pela Borland. Nas palavras do executivo, o negócio começou a ficar chato, por conta das regras que deveria seguir. Foi então que há dois anos surgiu a TechTrends.
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?Nunca procurei emprego. Se alguém olhar meu LinkedIn, vai achar que eu não sei fazer nada?, brincou o executivo, em uma conversa com a CRN Brasil. A TechTrends se assemelha, em partes, com a atividade de um distribuidor. Seu negócio consiste, basicamente, em trazer ao País marcas e soluções de TI que tenham espaço cativo no mercado internacional, mas que, por falta de oportunidade e até desconhecimento do mercado, não tenham chegado em solo brasileiro. A diferença entre o grupo e um distribuidor convencional é sua característica de subsidiária local. ?O distribuidor tem o papel de divulgar o seu próprio nome e ofertar um vasto portfólio ao mercado. No meu caso, eu atuo como uma subsidiária local da marca. Todo o marketing, planejamento, vendas, assessoria de imprensa, execução, tudo fica sob minha responsabilidade ? e eu tenho de prestar contas ao meu ?chefe? no exterior?, explicou Braga.
O modelo se mostrou rentável, em três anos, a companhia foi de zero a 25 milhões de reais de faturamento, com a representação principal de seis marcas no País: Embarcadero (desenvolvimento de aplicativos), Foresee (mensuração de comportamento do internauta em sites), Engine (desenvolvedora de soluções SAP para grandes empresa, de setores específicos), Pruvo (automação de testes) e, mais recentemente, a Front Range, (fornecedora de soluções híbridas de gerenciamento do serviço de TI, com foco em ITSM e client management).
Especificamente falando desta última empresa representada, a companhia está há poucos meses no mercado. Já são cerca de cinco contratos que estão em negociação, mas o desafio de fazer a gestão de outsourcing dos clientes causou a necessidade de abrir suas atividades para um ecossistema de canais. ?Precisamos de cerca de seis parceiros, sendo dois em Brasília, dois no Rio de Janeiro e dois em São Paulo?, explicou outro José, o Rodolfo Bacci Filho, que é responsável por Front Range. ?Nossa maior necessidade desses parceiros é para a implementação?, justificou o executivo.
A solução existe no mercado internacional há cerca de 20 anos, e aproximadamente metade dos novos negócios são vendidos já no formato cloud computing. ?Buscamos soluções que sejam diferentes e inéditas do Brasil?, justificou Braga, assumindo que gigantes de TI possuem aplicações parecidas para concorrer com a nova oferta. ?Mas só trazemos para cá coisas que realmente acreditamos serem inovadoras?, garantiu.
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