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Em dois anos de atividade, Maxtera atinge R$ 20 milhões em volume de negócios

Fazer negócios com instituições públicas sempre foi alvo de diversos fabricantes. O peso de trabalhar com o governo vai além do conhecimento prévio dos fundamentos das licitações, requer uma unidade de negócios dedicado ao atendimento de órgãos públicos, com profissionais que entendam o processo de compra desta vertical econômica.

Gustavo Guimarães, presidente da Maxtera, conta que esse rascunho de requisições foi o princípio para que ele e seus sócios abrissem, no final de 2010, a integradora totalmente focada nos negócios com o governo brasileiro. Estabelecida em Brasília (DF), a provedora fechou 2012 gerando mais de 20 milhões de reais em negócios, tendo como carro-chefe de suas soluções as ferramentas da Teradata.

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Com carreira traçada no atendimento de instituições governamentais, com passagens em empresas como a Oracle, Guimarães afirma que, em determinado momento, viu a necessidade de ?fazer da forma como acreditava que seria o certo? em relação a forma de atendimento ao governo e acompanhamento de soluções.

?Na minha carreira, notei que muitos fabricantes atendem a secretarias, ministérios e tantas outras repartições públicas sem pensar que eles são clientes, como empresas. Ou seja, eles precisam de acompanhamento de implementação, suporte e tudo que uma grande empresa demanda, por vezes, de forma até mais extensiva, pois mexe diretamente com a população?, diz.

Feito o startup da operação, que contou com o auxílio de um fundo de investimento e mais outros dois sócios, a Maxtera focou em atacar os diversos Ministérios que configuram o governo federal, em Brasília, e também algumas repartições públicas em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais.

O principal concorrente na esfera pública era o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que, basicamente, deveria funcionar como a área de tecnologia dos órgãos governamentais. Contudo, entre as siglas que se tornaram clientes da integradora neste período, alguns deles ex-Serpro, estão Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), Sefa-PR (Secretaria de Fazenda do Estado do Paraná), Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) e Prodabel (Empresa de Informática e Informação de Belo Horizonte).

A visão externa do problema sempre é uma alternativa para diferentes soluções, avalia Guimarães. ?No caso do Caesb, por exemplo, tivemos que estudar as bombas hidráulicas e os medidores de água, para encontrar ligações ilegais, vazamentos e diversas outras situações?, lembra. ?A análise de dados, casado com a inteligência dos processos, é uma arma muito poderosa para o governo, e até o final deste ano, muitas das falhas observadas anteriormente serão sanadas.?

Crescer e profissionalizar

A companhia enfrenta hoje um desafio: estruturar o crescimento e profissionalizar a atuação da companhia. Trazer novos profissionais para a Maxtera, treiná-los para que mantenham o mesmo nível de atendimento e mantê-los na integradora são alguns dos pontos que definem a questão da profissionalização. A ideia da empresa é crescer 100% em 2013 e quase triplicar a equipe, hoje de 30 pessoas, ampliando, também, a ?área de ataque e alcance do time?, indo para novas regiões do País, comenta Guimarães.

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Published by
Redação
12 anos ago

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