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Desktop como Serviço – qual a melhor carga de trabalho: usuário único ou multiusuário?

São muitas variáveis que determinarão o sucesso ou não do Desktop como Serviço (DaaS). Uma dessas variáveis está relacionada ao sistema operacional. Para falarmos de Windows como exemplo é preciso primeiramente entender sobre qual modelo de carga de trabalho iremos tratar: se falamos de usuário único ou se lidamos com o modelo multiusuário. A fim de esclarecer um pouco esse tema bastante técnico, vou apontar aqui vantagens e desvantagens dessas duas modalidades. Dessa forma, veja o que melhor se adequa ao seu ambiente e escolha de acordo com seu perfil de uso.

Modelo de Usuário único: Seguindo o conceito de DaaS, um modelo de carga de trabalho de usuário único refere-se à máquina virtual (VM) de carga de trabalho dedicada – por sessão de usuário. A sessão do usuário pode ser uma área de trabalho virtual completa, um único aplicativo virtual ou um subconjunto de aplicativos virtuais. Esse modelo é frequentemente referido como “verdadeiro VDI (Virtual Desktop Infraestructure)”.

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Modelo de Multiusuário: Uma única VM hospeda mais de uma sessão de usuário simultaneamente. Tendo em vista que uma VM de carga de trabalho hospeda mais de uma sessão de usuário simultaneamente, assim como no modelo de usuário único, as sessões de usuário podem ser uma área de trabalho virtual completa, uma única aplicação virtual ou um subconjunto de aplicações virtuais.

Passamos então a analisar algumas das principais diferenças e tendências que devem ser levadas em consideração ao selecionar um modelo para seu caso de uso específico.

1. Custo e dimensionamento

Ao implementar DaaS com base na nuvem pública, há um ponto em que o uso se torna menos previsível e o requisito de recursos da sessão se torna mais exigente. Dessa forma, o modelo de usuário único será mais econômico e mais fácil de escalar do que o modelo multiusuário. Esse ponto surge muito mais cedo na nuvem pública em comparação com modalidade on-premises (ambiente local) como resultado do consumo e preços sob demanda.

Isso se torna ainda mais relevante à medida que os clientes procuram lidar com casos de uso mais complexos com DaaS, como substituição de desktop, cargas de trabalho aceleradas por GPU (Unidade de Processamento Gráfico) e usuários avançados.

2. Experiência de usuário

Um dos principais benefícios do modelo de usuário único é que cada usuário tem uma VM alocada para si mesmo – isso pode ser temporário, como parte de um pool não persistente de máquinas virtuais (VMs), ou pode ser dedicado, se estiver implementando desktops persistentes. Com isso, os usuários podem aproveitar ao máximo os recursos de computação fornecidos pela infraestrutura virtual alocada à VM. O desempenho é consistente, pois não há compartilhamento de recursos na VM.

Dito isso, um modelo multiusuário de tamanho adequado pode oferecer uma experiência de usuário tão boa quanto um modelo de usuário único. Mesmo para cargas de trabalho com uso intensivo de gráficos, o NVIDIA vGPU pode ser aproveitado para fornecer o desempenho de GPU necessário em um ambiente multiusuário. Além disso, com a atual escassez global de GPUs em nuvens privadas e públicas, aproveitar os perfis vGPU com um modelo multiusuário pode ajudar a garantir que os recursos de GPU disponíveis sejam potencializados para oferecer a melhor experiência geral.

3. Gestão

Ao falarmos sobre a sobrecarga de gerenciamento de usuário único em comparação ao multiusuário, um modelo não requer mais sobrecarga do que o outro. Ambos podem aproveitar recursos como gerenciamento centralizado de imagens, perfis de usuário e soluções em camadas de aplicações. Há uma percepção de que o modelo de multiusuários é menos complexo de gerenciar porque os casos de uso normalmente são mais simples. Então tudo vai depender dos requisitos de cada caso de uso.

As aplicações também não costumam apresentar problemas de compatibilidade, segurança, licenciamento ou suporte ao serem executadas em um modelo de usuário único, especialmente ao usar o Windows 10 como sistema operacional. Neste caso, o modelo de usuário único torna muito mais viável manter as mesmas (ou semelhantes) versões de sistema operacional e configurações de aplicação, otimizações e procedimentos de gerenciamento de imagem como suas contrapartes físicas da área de trabalho, o que torna o Teste de Aceitação do Usuário (UAT) muito mais simples.

4. Modalidade de entrega: aplicações ou desktops?

A maioria dos desktops virtuais hoje está sendo executada em um modelo multiusuários em uma configuração não persistente. Por outro lado, grande parte das soluções DaaS também pode entregar aplicações virtuais a usuários em um modelo de usuário único.

É importante entender que ambos os modelos de carga de trabalho são capazes de entregar com eficácia aplicações virtuais e desktops aos usuários finais. Embora a modalidade de entrega (aplicações virtuais ou desktops virtuais) seja certamente uma consideração, não deve ser o fator decisivo ao selecionar um modelo de carga de trabalho.

5. O futuro (incerto) do modelo multiusuário com o Windows Server

A Microsoft anunciou que encerrará o suporte para execução do Microsoft Office e Office 365 no Windows Server 2019 em outubro de 2025. Quanto a isso, o que podemos presumir é:

  • Se você está implementando suas VMs de carga de trabalho on-premises e está procurando o menor custo por usuário (especialmente para profissionais com perfis de uso mais padronizados e moderados) – o modelo de multiusuários talvez seja o melhor caminho a ser percorrido.
  • Já, se você está implementando suas VMs de carga de trabalho na nuvem pública e deseja fornecer aos usuários substitutos de desktops com um desempenho consistente – o modelo de usuário único talvez seja sua melhor aposta.

*Leandro Lopes é diretor de engenharia de sistemas da Nutanix para América Latina

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Redação
Tags: Gestão
5 anos ago

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