Desenvolvimento da competência digital é a chave para transformação do ensino

Publicado:

Leitura 3 minutos

Asian boy student video conference e-learning with teacher and classmates on computer in living room at home. Homeschooling and distance learning ,online ,education and internet.

Mesmo antes da pandemia, já sabíamos que o mundo do trabalho estava em plena transformação, e que novas profissões já surgiam. No entanto, tais mudanças ainda não pareciam estar refletidas na sala de aula e no dia a dia da educação tradicional. Agora, com um novo normal começando a ser criado nas instituições de ensino, podemos esperar mudanças impulsionadas pela adoção do digital, impactando no mercado de trabalho? O assunto foi discutido em uma transmissão ao vivo do Movimento Brasil Digital, no último dia 12.

 

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Os convidados ajudaram a desvendar esse futuro e concordam que a educação é o caminho para minimizar as diferenças e desigualdades tão evidenciadas pela chegada do novo coronavírus. Mas o fato é que, quando as escolas brasileiras começaram a fechar por conta das regras de distanciamento social, poucas instituições de ensino estavam preparadas para fazer a transição entre o ensino presencial e o ensino remoto, segundo a especialista Lúcia Dellagnelo, diretora-presidente do CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira).

 

Com isso, as instituições de ensino saíram buscando formas de garantir a aprendizagem remota, com várias tentativas e estratégias utilizadas. Todo esse processo evidenciou que o grau de adoção de tecnologia ainda era muito baixo, mas é importante lembrar que, a tecnologia por si só, não é capaz de fazer a transformação necessária. “Tecnologia para reproduzir um modelo tradicional de aula onde o professor fala e os alunos escutam não faz diferença nenhuma”, alerta Lucia. É essencial mudar a prática pedagógica e, para isso, é preciso desenvolver a capacidade e competência digital de professores e gestores.

 

+ As lições da transformação digital no agronegócio

+ Reskilling é aliado precioso na retomada pós-pandemia

 

No mundo corporativo, não é diferente. Altair Rossato, CEO da Deloitte Brasil, considera que “qualquer transformação requer transformação de pessoas. É preciso ter a mudança de mindset”. O executivo aponta que até 80% do seu tempo, hoje, é dedicado às pessoas, e tem uma preocupação: “como eu vou manter no médio prazo as pessoas educadas e atualizadas sem observarem os seus pares ou as pessoas mais experientes do seu lado”, diz.

 

[relacionadas]

 

A gestão de pessoas, no cenário corporativo, precisa ser mais valorizada e inserida no currículo de cursos superiores, segundo Ruy Shiozawa, CEO do Great Place To Work Brasil. “O gap de cuidar e gerir pessoas é bastante grande. As empresas já se acostumaram com a ideia de que as pessoas vão chegar com uma defasagem e que é preciso suprir”, diz. “Enquanto a gente não tiver mais habilidades emocionais, humanas e de relacionamento, o gap da tecnologia se torna maior ainda”, resume Shiozawa.

 

Confira a discussão na íntegra no canal do Movimento Brasil Digital no YouTube:

 


 

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita