Câmara dos Deputados aprova Redata na madrugada desta segunda-feira (25)

Projeto que prevê incentivo fiscal para investimentos em data centers no Brasil segue agora para votação no Senado

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Vista ampla do plenário de uma casa legislativa, com fileiras semicirculares de assentos voltadas para uma mesa diretora central. Telões laterais exibem uma imagem gráfica em tons de verde. No fundo, há um grande painel vertical com detalhes metálicos e luzes nas cores verde e amarelo. O ambiente é iluminado por um teto amplo com pontos de luz distribuídos de maneira difusa. (Redata)
Imagem: Shutterstock

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (25), o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A proposta foi votada sem passar pelas comissões da Câmara, após a aprovação de um regime de urgência no último dia 12 de fevereiro. O texto é de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE) e substituiu a Medida Provisória 1318/25, que perde a validade hoje.

A partir de agora, a proposta segue para o Senado. Se aprovada, as empresas de data center contarão com isenção de impostos por cinco anos na compra de equipamentos, mas terão de oferecer contrapartidas, como uso de energia de fonte limpa ou renovável e realizar investimentos equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados no mercado interno no país.

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A estimativa do Governo é de uma isenção em torno de R$ 5,2 bilhões em 2026 e de R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes. A habilitação no Redata, no entanto, será autorizada pelo Ministério da Fazenda, já que envolve Imposto de Importação, PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra, no mercado interno ou por importação, de componentes eletrônicos e de outros produtos de tecnologias da informação e comunicação.

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Estão contemplados os datacenters para armazenagem, processamento e gestão de dados e aplicações digitais, incluindo computação em nuvem, processamento de alto desempenho, treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial e serviços correlatos.

Repercussão

Diante da aprovação, entidades do setor se manifestaram, comemorando o resultado. Em nota, a Brasscom disse que “este avanço é um marco fundamental para a autonomia digital e para a atração de investimentos essenciais, que podem posicionar o Brasil como protagonista na economia digital global.”

Para a entidade, o avanço do Redata auxiliará o Brasil a equilibrar o custo de processamento com outros países da América Latina, como Chile, Colômbia e Argentina, impulsionando a demanda por equipamentos produzidos localmente.

A Google manifestou que essa aprovação coloca o Brasil na direção certa quanto a investimentos de tecnologia. “Considerando a alta capacidade de inovação tecnológica do Brasil, hoje, o Redata avança na direção correta de sinalizar o compromisso de longo prazo do governo federal com os investimentos necessários em infraestrutura digital”, afirmou o porta-voz do Google Cloud

O texto do projeto traz também previsões positivas para o setor de energia, a Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN) enxerga uma oportunidade na isenção por reconhecer o papel das fontes limpas e de baixa emissão na sustentação da expansão de infraestrutura digital do país.

a ABDAN declara que pode contribuir tecnicamente para que a política pública assegure segurança energética, estabilidade do sistema elétrico e competitividade para o Brasil na atração de grandes investimentos em data centers.

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