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Deloitte migra solução para nuvem da IBM para garantir inteligência analítica em escala

Um dos grandes obstáculos para se ganhar maior eficiência e agilidade no gerenciamento do histórico clínico de pacientes diz respeito a interoperabilidade dos dados médicos. Na prática, a indústria de saúde se vê alimentada com um crescente volume de dados de cidadãos, mas tais informações são mal aproveitadas. E se dados isolados não contam uma história, pouco eles poderão contribuir com aquilo que se espera de um novo capítulo na área da saúde.

A Deloitte conta com uma solução que se propõe a endereçar tais desafios. Chamada de Population Health Management (PHM), a solução tem gerenciado serviços de saúde para grandes bases de funcionários de clientes da consultoria nos últimos sete anos desde o seu lançamento. Hospedada até recentemente na infraestrutura da própria Deloitte, novas ambições para a PHM fizeram a consultoria olhar para a nuvem pública da IBM para dar o próximo grande passo.

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“A crescente pressão que nosso sistema global de assistência médica está enfrentando hoje é o motivo pelo qual foi importante migrar nossa solução de PHM para a IBM Cloud para ajudá-la a escalar”, explica Luiz Fernando V. Joaquim, sócio líder de Saúde da Deloitte no Brasil.

Em entrevista à CIO Brasil, Joaquim conta que o projeto de migração para a IBM Cloud no Brasil começou a ser desenhado em meados do ano passado. A entrega da solução – já em ambiente de nuvem – para o primeiro cliente da Deloitte aconteceu na última semana.

“Quando a gente olha o mercado de saúde brasileiro, a gente vê um vasto sistema com muitos dados, de diversas fontes, só que muito mal orquestrado e não integrado. E na ponta, o cliente não consegue conectar essas informações”, diz Joaquim. “As operadoras de saúde, os hospitais e os RHs das empresas, em geral, acabam padecendo, pois são muitos dados e comportamentos que poderiam ser analisados de maneira muito mais efetiva para que decisões fossem tomadas”.

Essa interoperabilidade é crucial para garantir a história clínica de um paciente, ressalta o executivo da Deloitte. Sem isso documentado digitalmente, pacientes acabam, inevitavelmente, recorrendo, a exames médicos duplicados, resultando em ineficiência operacional e gerando custos desnecessários. “A ideia do PHM é ter uma plataforma que possa acoplar e conectar diversas fontes de dados para que o gestor tenha uma visão mais ampliada dos pacientes, do comportamento de hospitais”, acrescenta Joaquim.

O que se ganha com a nuvem pública

Por trás da migração da PHM, a Deloitte assegura a elasticidade que uma nuvem pública permite, podendo aumentar sua capacidade sob demanda. Atualmente, a plataforma atende cerca de 1 milhão de perfis gerenciados. A migração ajudará a atender à previsão de demanda para 10 milhões de perfis nos próximos anos, escalando seu uso para operadoras de saúde, seguradoras, grupos de assistência médica e outras grandes empresas no País. Joaquim também ressalta que uma migração desse porte vai de encontro às necessidades regulatórias como a Lei Geral de Proteção de Dados e garante redundâncias de segurança.

A parceria também entrega para a Deloitte e clientes da PHM as capacidades dos microsserviços da nuvem da IBM, como o IBM Watson, a inteligência artificial da gigante de tecnologia. “A ideia é que, com o uso dessas práticas mais atuais como Machine Learning, Inteligência Artificial, Big Data e Cloud, todas essas tecnologias são propulsoras e aumentam o nível de discussão de dados em saúde”, explica Joaquim.

Uma migração nos bastidores

Fazer uma migração de uma plataforma desse porte não foi uma tarefa trivial, lembra o executivo da Deloitte. “Estamos lidando com uma base de diferentes modelos, formatos, fontes com dados totalmente diferentes”, diz Joaquim. “Não é simples trabalhar com uma informação que não era normatizada, formatada, padronizada e esse foi um dos principais desafios, além das questões de segurança da informação e LGPD que fizeram parte desde o início”.

Para entregar valor de negócio à solução, a Deloitte conta com um núcleo de Population Health Management dedicado. Trata-se de uma equipe multidisciplinar formada por engenheiros, administradores, estatísticos e também talentos na área de medicina, como médicos, enfermeiros e farmacêuticos. “Você precisa de um time multidisciplinar para traduzir essa visão de negócio assistencial lá na ponta e em dados que também conversem sob a ótica de TI. Então foi mesclando esse time, a própria IBM, com várias reuniões de negócios, com regras de parametrização, para que a gente pudesse chegar nesta semana preparados para entregar para o nosso primeiro cliente a solução”.

Com a migração para a nuvem pública, a Deloitte passa a preparar o ambiente para receber novos fluxos de dados de diferentes operadoras de saúde, o que permitirá em perspectiva mais previsibilidade e inteligência analítica aos clientes na ponta final.

“Se um paciente faz uma consulta seguida de outra e realiza certos exames, pode-se supor que é um histórico de um paciente possivelmente diabético, por exemplo, com esses comportamentos conseguimos desenhar e treinar algoritmos que poderiam predizer e antecipar situações mais críticas”, explica Joaquim. “Quanto mais bases eu tiver de informação de saúde do usuário, melhor ficaremos na visão 360 da jornada dele”, finaliza.

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Redação
Tags: deloitteIBM Cloud
6 anos ago

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