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Decisões equivocadas de gerentes podem levar a perda de mais de 3% do lucro das empresas

As más decisões operacionais pelos gerentes de nível médio estão custando às empresas mais de 3% das margens de lucros, de acordo com o Gartner. Como as transformações digitais e de outros negócios (como fusões e aquisições) geram um maior volume e variedade de decisões operacionais, é vital para a linha de fundo da organização que os CFOs (Chief Financial Officer) garantam que essas decisões sejam financeiramente sólidas.

Os CFOs que buscam melhor apoiar esses gerentes devem redefinir o papel de seus parceiros de negócios financeiros – aqueles designados para apoiar decisões de gerentes de unidades de negócios – a cargos mais especializados com foco em tipos de decisão individuais.

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“Os gerentes nos dizem que enfrentaram um volume significativamente maior de decisões financeiras nos últimos três anos. Esse aumento no volume expôs a falta de rigor empregado pela maioria dos gerentes de nível médio para chegar a decisões importantes que afetam o resultado final”, disse Randeep Rathindran, vice-presidente de pesquisa do Gartner.

A consultoria entrevistou 469 tomadores de decisão de negócios e 128 executivos sênior de finanças em todo o mundo, como parte de seu estudo de 2018. Sessenta e um por cento dos entrevistados observaram um aumento no volume de decisões operacionais, com 57% indicando que esses tipos de decisões afetam significativamente a lucratividade dos negócios. Em resumo, o volume de decisões com impacto significativo nos negócios aumentou, e essas decisões estão sendo tomadas com uma alta taxa de exceções às regras operacionais de decisão implementadas pelas finanças.

Volume de decisão crescente expõe modelo quebrado

A análise também revelou que a maioria dos gerentes de negócios responsáveis por fazer tais exceções está operando no vácuo. Além disso, 22% não consideram uma implicação financeira única ao tomar essa decisão. Esses fatores se traduzem em uma empresa com US$ 5 bilhões em receita, sacrificando mais de 3% dos lucros por meio de uma tomada de decisão deficiente entre as milhares de decisões de negócios relevantes que enfrentará a cada ano.

“O modelo atual de parceiros de negócios financeiros que se alinham aos stakeholders não tem o nível de especialização necessário para fornecer suporte nos tipos de decisão específicos enfrentados pelos gerentes de nível médio. Infelizmente, 77% das empresas que pesquisamos ainda estão alinhadas com o modelo baseado nas partes interessadas”, frisa Rathindran.

Redefinição, não reorganização

Para compensar o vazamento de margens e lucros associados a decisões financeiras precárias, o especialista descreveu um novo modelo que fornece suporte aos gerentes sob medida para cada tipo específico de decisão financeira que eles encontram. A transformação para um modelo de especialista em decisões pode ser implementada com apenas 20% da equipe de planejamento e análise financeira de uma empresa. Não requer colocação adicional de membros da equipe financeira com unidades de negócios em comparação com uma abordagem tradicional.

“Concentrar-se na mudança de comportamento dos parceiros de negócios financeiros é a maneira mais eficaz e rápida de fornecer o tipo de apoio que os gerentes precisam para tomar decisões financeiras eficazes. Os departamentos financeiros podem começar pequenos e ver um impacto imediato. Quando evoluem para um modelo de apoio à decisão, essas organizações financeiras podem mais do que duplicar sua eficácia na tomada de decisões financeiras apropriadas”, finaliza ele.

 

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Redação
Tags: liderança
7 anos ago

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