Databricks projeta nova fase no Brasil com expansão e fortalecimento de parceiros

Após crescimento de 150% em dois anos, empresa mira democratização dos dados, setores estratégicos e capacitação de talentos locais

Publicado:

Leitura 3 minutos

Foto lado a lado de dois executivos da Databricks: à esquerda, Marcos Grilanda, vice-presidente e gerente-geral da Databricks para a América Latina, em pé de braços cruzados diante de uma parede com o logotipo iluminado da empresa; à direita, Ricardo Buffon, country manager da Databricks no Brasil, sorrindo e vestindo camisa social lilás em frente a um fundo neutro.
Imagem: Divulgação

A Databricks vive um momento de virada no Brasil. Depois de registrar um crescimento de 150% no faturamento nos últimos dois anos, a companhia reforça seus planos de expansão em três frentes principais: democratização do acesso aos dados, avanço em inteligência artificial (IA) e fortalecimento do ecossistema de parceiros.

“Estamos crescendo muito no número de clientes e queremos dar um passo além: tornar a Databricks a principal plataforma de dados e IA para as empresas brasileiras”, afirma Ricardo Buffon, o recém-nomeado country manager da Databricks no Brasil. “Nosso diferencial é permitir que o acesso às informações seja simples, sem exigir conhecimento técnico avançado, além de oferecer uma estratégia multicloud que integra os três principais hyperscalers”.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

A aposta em GenAI já movimenta a operação global. A aquisição da MosaicML por US$ 1 bilhão reforçou o portfólio de modelos de linguagem e acelerou a capacidade de incorporar IA generativa nativamente aos produtos. Essa evolução chega ao Brasil em um cenário no qual empresas buscam não apenas organizar dados, mas transformá-los em insights estratégicos para ganhos de eficiência e novos negócios.

“O nível de maturidade dos clientes já é alto, mas o desafio agora é estruturar os dados para que os insights sejam precisos. É nisso que a Databricks pode acelerar a adoção”, complementa Buffon.

Setores estratégicos e parceiros

Entre os setores em destaque, o financeiro segue na dianteira, com clientes como Bradesco, Santander, B3 e PicPay. O varejo, com empresas como Casas Bahia, Riachuelo, Arezzo em sua carteira, e a manufatura também despontam como áreas de forte expansão.

Para sustentar esse avanço, o ecossistema de parceiros será decisivo. Segundo Marcos Grilanda, vice-presidente e gerente-geral da Databricks para a América Latina, a companhia estrutura sua estratégia em níveis de parceria que consideram certificações, oportunidades geradas e faturamento. “É uma via de mão dupla: precisamos de parceiros para implementar projetos, e eles nos trazem demandas concretas dos clientes. Esse ciclo alimenta a expansão”, destaca.

Leia também: 5 exemplos de como a IA agêntica vai revolucionar os processos financeiros

Se a oportunidade é imensa, o desafio é proporcional. Formar talentos e capacitar clientes. A Databricks já conta com 200 colaboradores no Brasil e tem investido em workshops, treinamentos traduzidos para o português e certificações locais não só para o seu time, mas também para parceiros e todo o mercado. “Queremos estar próximos da comunidade de desenvolvedores. Quanto mais conhecimento for disseminado, mais avançado será o ecossistema. Esse é um dos meus sonhos: democratizar o acesso à TI”, afirma Buffon.

Reconhecido como um dos dez países estratégicos para a Databricks no mundo, o Brasil tem recebido aportes consistentes: expansão de equipe, novo escritório em São Paulo e presença cada vez mais próxima de clientes. “Dobrar recursos, aumentar em 40% o time e abrir operações dedicadas na região fazem parte da estratégia de longo prazo. O País está no centro da nossa expansão na América Latina”, reforça Grilanda.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Sobre o Autor

Diretora de Marketing e Conteúdo da Itaqui e editora-chefe do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Atuou nas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. É bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing e MBA em Marketing. Em 2018, venceu o prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, concedido pelo Cecom. Nos anos de 2019 e 2020, foi destaque no mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, publicado pela Reality Books em 2020.

Ver publicações deste autor

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita