Após dois anos de desenvolvimento e testes, a CyberStorage estreia no mercado com a proposta de transformar a forma como empresas armazenam e protegem seus dados. A startup, fundada por especialistas com mais de 50 anos de experiência combinada em tecnologia e segurança cibernética, aposta em um modelo descentralizado e colaborativo de armazenamento, que utiliza infraestrutura subutilizada para reduzir custos e aumentar a privacidade dos dados corporativos.
Diferente das soluções tradicionais baseadas em grandes provedores de nuvem, a plataforma CyberStorage Cloud opera por meio de uma rede global de nodes distribuídos. Esse modelo permite que empresas armazenem informações de forma independente, com criptografia avançada.
Segundo Nei Grando, cofundador e CTO, a abordagem reduz significativamente os custos ao utilizar espaços não aproveitados em data centers ao redor do mundo. “Nosso sistema permite que empresas aproveitem infraestrutura já existente, diminuindo a necessidade de investimentos em hardware e reduzindo o impacto ambiental”, afirma.
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A CyberStorage se posiciona como alternativa às grandes provedoras de armazenamento, como Amazon Web Services, Microsoft Azure e Google Cloud, frequentemente questionadas pelo alto custo e pela dependência que impõem às empresas. “Hoje, a maior parte das companhias na América Latina depende de serviços estrangeiros, ficando sujeita a variações de preço, regulamentações externas e riscos de privacidade. Com a CyberStorage, o controle dos dados permanece com os verdadeiros proprietários, e não com um terceiro”, explica Carlos Coneglian, CEO da empresa.
O modelo de negócios da startup se baseia em parcerias com integradoras e distribuidores. A ClearIT foi anunciada como o primeiro canal de vendas, e a expectativa é alcançar cinco parceiros ativos até o final do primeiro ano de operação. Inicialmente, a atuação da empresa será restrita ao Brasil, mas há planos para expansão na América Latina e, posteriormente, para a América do Norte.
A proposta da CyberStorage acompanha um movimento crescente de empresas que buscam alternativas à centralização do armazenamento em grandes data centers, promovendo mais autonomia e segurança para seus clientes. Comparada ao modelo do Uber, a solução permite que diferentes provedores compartilhem espaço para armazenamento, desafiando um mercado dominado por gigantes com uma abordagem baseada em eficiência e descentralização.
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