Crakers reutilizam código fonte de malware para ataques virtuais

Relatório de Ameaças 2014 da Websense revela a crescente infraestrutura global de serviços apoiando atividades criminosas, incluindo kits de exploração e cadeias de redirecionamento em sites comprometidos.

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Crakers reutilizam código fonte de malware para ataques virtuais

A Websense, Inc. divulgou o Relatório de Aeaças 2014 da Websense Security Labs, documentando as últimas tendências em ataques complexos, evolução do ecossistema de ameaças e as diferentes motivações atrás dos ataques virtuais. 

O estudo revela a crescente infraestrutura global de serviços apoiando atividades criminosas, incluindo kits de exploração e cadeias de redirecionamento em sites comprometidos.  Analisando as tecnologias mais recentes usadas em ataques virtuais, os pesquisadores da Websense analisaram as sete etapas dos ataques mais avançados. 

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Os resultados incluem a modificação e reaproveitamento do código fonte de malware existente. De acordo com estudo, 85% dos ataques maliciosos via Web ou email foram lançados de sites legítimos que foram comprometidos. Segundo o relatório, 3,3% de todo o spam contém links maliciosos e outro conteúdo malicioso.

Sites classificados como Negócios e Economia, Tecnologia da Informação, Compras e Viagens entraram nas 10 categorias de destinos mais comprometidos por técnicas de redirecionamento. Os Kits de Exploração Magnitude e Neutrino cresceram mais que qualquer outro kit depois da prisão do criador do Blackhole. 

O relatório revela que 30% dos arquivos executáveis maliciosos incluíram encriptação personalizada para comunicações de comando e controle ou roubo de dados. O estudo também aponta o desenvolvimento, aprimoramento e reutilização constante da infraestrutura criminosa durante o ciclo de vida de uma ameaça. 

Para evitar a detecção quando reutilizam componentes antigos em ataques novos, os hackers estão modificando e modulando as atuais ferramentas de ataque.  Isso frequentemente envolve o reaproveitamento de um ponto forte específico do malware para direcionar o ataque contra novos setores.

Além disso, os pesquisadores de segurança da Websense observaram que a adoção de um malware chamado Zeus, originalmente desenvolvido para ser um Trojan e usado para registrar informações financeiras e capturar dados inseridos através do teclado, cresceu muito quando foi reutilizado em outros mercados verticais.  Durante o último ano, a maioria dos ataques direcionados contra o governo, o setor de comunicações e instituições financeiras usou o Zeus. Os dois setores que enfrentaram o maior número de ataques baseados no Zeus foram as indústrias de serviços e manufatura.

 

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