O CPqD inaugurou um núcleo para desenvolvimento de tecnologias de defesa. A iniciativa tem o objetivo de criar ferramentas para aplicação em áreas como Forças Armadas e polícias. A ideia, para isso, é contar com parcerias com esses órgãos de segurança, que se somariam ao conhecimento do centro de Campinas (SP) em telecomunicações, segurança da informação e software.
Desde o começo do ano, o instituto trabalha em conjunto com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) no projeto de pesquisa e desenvolvimento de um rádio definido por software (RDS). Com previsão de durar três anos, a iniciativa é encarada como um projeto-âncora da empreitada e deve reverter 17 milhões de reais em investimentos vindos do Exército.
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O RDS faz parte de uma estratégia mais ampla da área de Defesa do Brasil, que deve se estender por mais de três anos, contemplar diversos módulos e consumir cerca de 10 milhões de reais em recursos ao ano.
A tecnologia na qual trabalha o CPqD agora é considerada um passo intermediário para ferramentas ainda mais avançadas. Contudo, a ideia é que a solução atual leve as Forças Armadas brasileiras a outro patamar ao promover interoperabilidade entre Exército, Marinha e Aeronáutica, com estabilidade e segurança entre as comunicações militares.
Além dessa empreitada, o instituto sediado no interior de São Paulo há alguns anos desenvolve diversos projetos para a Polícia Militar do Estado. Outro componente nessa mesma estratégia foi um acordo firmado recentemente com o Comando da Aeronáutica para prestação de serviços voltados para a evolução do sistema de comunicação do controle do espaço aéreo brasileiro.
Referência
Para Hélio Graciosa, presidente do CPqD, esse momento marca uma fase inicial da instituição na busca por estabelecer competências verticais que a tornem referência na oferta de tecnologias para as áreas de segurança e defesa. ?Por enquanto não gera tanto negócio?, diz, para adicionar: ?Não éramos conhecidos nesse mundo?.
A partir da entrega de valor nos projetos em andamento e com aquisição de massa crítica, a ideia é ampliar a atuação, primeiramente dentro de órgãos governamentais de defesa, como Forças Armadas e polícias, para, no futuro, levar soluções semelhantes a outras indústrias. ?Muitas tecnologias nascem na área militar e migram para a civil?, completa.
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