O CPqD assinou dois novos contratos dentro do Projeto Rádio Definido por Software de Defesa (RDS-Defesa), do Ministério da Defesa brasileiro, coordenado pelo Exército. São contratos de pesquisa e desenvolvimento de novas funcionalidades a serem incorporadas à primeira fase do projeto e também a criação de um módulo de forma de onda.
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As funcionalidades já estão sendo trabalhadas com o CPqD em parceria com o o Centro Tecnológico do Exército (CTEx). Entre eles, destacam-se um software planejador de missões, para gerenciamento e configuração do rádio, e diversos componentes de aplicação aderentes ao padrão SCA (Software Communications Architecture), na faixa de frequência VHF (3 a 30 Mhz).
Já o módulo de forma de onda será na faixa de frentência HF (3 a 30 MHz), em contrato assinado com a Fundação de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (FAPEB) do Exército Brasileiro. Com duração prevista de dois anos, o contrato conta com recursos da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos destinados ao Programa Nacional de Rádios Definidos por Software do Ministério da Defesa.
O objetivo do RDS-Defesa é promover a interoperabilidade física nas comunicações táticas das Forças Armadas do Brasil, por meio do desenvolvimento de protótipos de rádio baseados no conceito RDS – uma área sensível no contexto da defesa cibernética.
De acordo com o General de Exército Sinclair Mayer, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, o projeto reduzirá a dependência tecnológica do setor estratégico. “Também, para dinamizar a Base Industrial de Defesa no setor das telecomunicações”, complementou.
Para a interoperabilidade, os componentes do sistema de radiocomunicação, usualmente em forma de hardware, passam a ser implementados por software em computadores comuns (PCs) ou em sistemas embarcados. “Isso torna o sistema de rádio programável, extremamente seguro e de fácil operação”, explica o diretor de Redes Convergentes do CPqD, Paulo Cabestré.