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Controladoria é decisiva, mas exige preparo profissional e inovações tecnológicas para automação de processos

Imagem: Shutterstock

Em um cenário de alta competitividade no mercado e grande instabilidade externa – crises econômicas, emergências climáticas, conflitos bélicos internacionais – a sustentabilidade financeira das corporações passa por um componente que considero decisivo: a controladoria.

É ela a responsável por substituir decisões baseadas no “feeling” por medidas fundamentadas em dados e informações, proporcionando uma capacidade incomparável de priorizar decisões estratégicas. Você pode estar se perguntando: certo, a controladoria é indispensável. Mas como, na prática, desenvolvê-la? Quais são os desafios para que a controladoria seja realmente eficiente, e não apenas um setor que burocratiza as ações da empresa?

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Começo respondendo a essas perguntas retóricas sendo enfático em dois quesitos: preparo profissional de quem responde pela controladoria empresarial e inovações tecnológicas que promovam a automação dos processos.

O controller, principal responsável pela controladoria das organizações, deve dominar competências em administração, gestão contábil, fiscal e financeira, liderança e relacionamento interpessoal. Deve ter a habilidade de enxergar o todo, estando também atento às minúcias.

Leia também: Conexões em rede: o desafio da unificação tecnológica na HDI Seguros 

Além disso, é necessário dispor de tecnologias informacionais para não perder tempo com tarefas operacionais e para produzir relatórios robustos e precisos de maneira ágil. Deve contar com ferramentas digitais que gerem insights, análises, indicadores, gráficos, simulações de cenários, construções de orçamentos, projeções e automatização das demonstrações financeiras de forma dinâmica e intuitiva.

Em outras palavras: não é mais aceitável que a gestão e a controladoria sejam feitas em planilhas, calculadoras ou na ponta do lápis, concorda?

Uma pesquisa da KPMG comprovou que, apesar dos avanços tecnológicos, menos da metade dos departamentos financeiros em grandes mercados internacionais consegue se livrar das planilhas. E é justamente essa dependência que resulta em perda de tempo e desperdício de recursos: cerca de 96 mil horas são desperdiçadas anualmente com tarefas manuais.

Com os avanços tecnológicos existentes, é possível não só otimizar as rotinas operacionais, mas também ter mais segurança e assertividade nessas atividades. O controller, sendo um dos principais beneficiados por essas potencialidades, deve apropriar-se disso e ser a força motriz em busca de inovação.

Você pode, então, se perguntar: certo, mas, de forma concreta, o que ganho com uma controladoria empresarial?

A essa pergunta, respondo de forma objetiva – e concreta também: você ganha financeiramente. Sabe aquelas 96 mil horas citadas acima? Isso se traduz em um custo global de 6,1 bilhões de dólares, segundo a mesma pesquisa.

Sua empresa obtém o dinheiro necessário para alcançar rentabilidade e lucratividade, para investir e, em outras palavras, para ser competitiva no mercado.

E sabia que o valor de mercado das empresas que adotam essa estratégia também aumenta? O estudo destaca que previsões financeiras equivocadas são responsáveis pela queda no valor das ações de 76% das empresas.

Uma controladoria eficiente e automatizada confere mais segurança e precisão aos números, otimizando o controle e a gestão dos recursos financeiros da empresa. Além disso, permite um foco maior em análises e insights para melhor embasamento às decisões da alta direção.

Em resumo, a controladoria não serve apenas para organizar e “colocar a casa em ordem” – ela permite identificar o que é mais importante para ser priorizado. No fim das contas, essa capacidade é o que proporciona os melhores desempenhos e resultados.

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Published by
Pamela Sousa
Tags: automatizaçãocontroladoria
1 ano ago

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