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Construtechs são a aposta da construção civil para 2021

O ano de 2020 é um de evolução para o mercado da construção civil, que está apostando cada vez mais na digitalização de processos. As startups de tecnologias voltadas aos setores de construção e mercado imobiliário, cresceram 23% no último ano em relação a 2019, e 180% em relação ao ano de 2017, segundo dados divulgados pelo Mapa das Construtechs e Proptechs 2020, da Terracotta Ventures.

Para Wanderson Leite, CEO da Prospecta Obras, com a quarentena, o setor que estava acostumado a receber e atender o cliente no balcão, precisou mudar as estratégias. E foi assim que as construtechs e proptechs, empresas de tecnologia direcionadas para os setores de construção civil e imobiliária, tiveram sua vez. Segundo dados divulgados pelo Mapa das Construtechs e Proptechs 2020, da Terracotta Ventures, essas startups já cresceram 23% em relação a 2019.

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Justificativas para o feito, não faltam. Passado o susto inicial e as incertezas trazidas pelo surto de Covid-19, as empresas do setor entenderam que é nas crises que nascem as oportunidades. A tecnologia foi determinante para continuar atendendo a um cliente apressado, exigente e com uma série de restrições de segurança. Foi então que as construtechs encontraram o caminho propício para apresentar suas soluções que, embora já existisse há algum tempo, ainda sofriam com a resistência de muitas empresas tradicionais do setor.

Leia também: Os golpes da Black Friday 2020 serão ainda mais sofisticados

Nesse contexto, duas tecnologias ganharam ainda mais notoriedade: as de sistemas construtivos e as de análises de dados. Os sistemas construtivos garantiram mais agilidade, segurança e um viés ecológico à construção. Elas demonstram que tempo é o recurso mais precioso do cliente, por isso, buscam a otimização dos processos e a redução de desperdícios, promovendo uma obra muito mais eficiente.

Já as de análise de dados, atuam na geração de informações para a indústria, o comércio, o canteiro de obras e até para o consumidor final. De posse dessas informações, a tomada de decisões se torna muito mais assertiva, rápida e precisa. Com tecnologias como o Big Data, por exemplo, é possível antecipar as demandas, melhorar os planejamentos, a logística e até o relacionamento entre o lojista e o cliente, por exemplo, que entende melhor os padrões de compra.

O melhor de tudo é que, no fim, quem sai ganhando é o consumidor, que vê muito mais respeito ao seu tempo e ao seu dinheiro. Como consequência, todo o mercado se beneficia da utilização de tecnologias para aumentar os níveis de satisfação do cliente e melhorar a sua experiência de compra – que muitas vezes ainda deixa bastante a desejar no segmento de construção civil.

Em suma, 2020 parece mesmo ter sido um divisor de águas para esse e tantos outros setores que se mostravam resistentes à adoção de novos recursos. Diante da pandemia, as empresas precisaram mudar comportamentos, estar mais abertas à experimentação e, ao que tudo indica, todas sairão muito melhores e mais fortes desse período de turbulência.

Não é à toa que as previsões apontam para um forte crescimento do setor de construção civil – e para as construtechs, obviamente – em 2021. Os problemas de falta de matéria prima em função do fechamento temporário de muitas indústrias deve se resolver logo nos primeiros meses do ano. Depois, quem cultivou conexões e alianças estratégicas com o mercado e com a tecnologia, deve finalmente começar a colher o que plantou em 2020. O próximo ano será de quem se dedicou a construir pontes. E não estamos falando literalmente.

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Published by
Raphael Andrade
Tags: construtechProspectaProspecta Obrasstartupstartups
6 anos ago

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