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Compra de TI pede abordagem estratégica de sourcing

Grande parte da tarefa dos gestores de tecnologia se refere ? de maneira direta ou indiretamente ? a aquisição de recursos tecnológicos. ?Estamos, grande parte do nosso tempo, comprando tecnologia. Fazemos isso talvez não negociando frente a frente com o fornecedor, mas preparando projetos?, pondera Fernando Birman, CIO da Rhodia, que ministrou um Intercâmbio de Ideias sobre ?As novas formas de comprar TI? durante o IT Forum 2011.

Mas, como trabalhar essa questão em um cenário de crescimento acelerado de negócios gerando novas demandas; tecnologias emergindo diariamente com ciclos de maturidade cada vez mais curtos; e modelos de negócio nascendo e exercendo força no mercado?

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?Compras, em informática, é tudo?, define o executivo, que defende uma abordagem questão dentro de uma estratégia de sourcing, contemplando múltiplos atores e pautada pela governança. Esses três pontos aparecem com grande peso para o processo, uma vez que, no caso de Birman, cerca de 75% do orçamento de TI destina-se à aquisição de recursos externos.

O executivo incitou os participantes do painel a partir de indagações que partem do próprio conhecimento dos gestores de suas necessidades tecnológicas, passando pela compreensão e capacidade de atendimento dessas demandas pelos fornecedores e chegando até o ponto que novas ofertas ou modelos comerciais (nuvem e tudo como serviço) mudam o quadro atual de aquisição de recursos de tecnologia.

?Será que realmente sabemos o que queremos??, acrescenta à discussão Paulo Biamino, CIO da Kimberly-Clark. Alexandre Salles, executivo à frente da tecnologia da Bayer, acredita que os fornecedores estão preparados para entrega de serviços desde que as regras e responsabilidades estejam bem claras no processo. Contudo, ao que parece, ainda faltam métricas. ?A TI ainda é imatura como ciência?, reflete Álvaro Martins, da Petrobrás.

José Carlos Brandão, CIO da Rodobens, que apresentou case do mesmo tema para outro grupo de diretores de TI, aponta que o momento passa por uma compra de tecnologia de forma cada vez mais integrada. ?Uma organização onde as áreas conseguem comungar objetivos, faz a empresa maximizar e dar visibilidade para projetos?, situa, sinalizando a importância de buscar soluções aderentes a previsão de ganhos corporativos no longo prazo ? não apenas aquelas que resolve problemas momentâneos.

?A TI encontra-se em um processo de transição no modelo de compra?, avalia o CIO, que acrescenta: ?ainda não há uma clareza se isso ocorre de forma integrada ou separada. Acredito que estejamos caminhando para essa integração de forma a agregar mais valor aos negócios como um todo?.

Solução estaria na nuvem?

Em meio a esse turbilhão surgem denominações e conceitos que parecem colocar novas luzes e desafios na hora de comprar soluções. Cada um encontra a saída mais apropriada para suas demandas. Enquanto alguns montam centros de serviços compartilhados (CSCs), outros estimulam competição entre fornecedores. No caso da Lojas Renner, a mudança no modelo de compra contemplou cloud computing.

Verificando um crescimento intenso e buscando uma tecnologia capaz de suportar os anseios de expansão, a rede de varejo resolveu apostar no modelo de computação em nuvem. ?Encontrávamo-nos em um momento de ajustar a estratégia olhando uma forma como a TI poderia ser um fator de crescimento e não restrição do negócio?, recorda Leandro Balbino, CIO da companhia. Os primeiros passos na direção da cloud foi dado a há cerca de dois anos. ?Se não tivéssemos uma ação de ruptura muito forte, nos tornaríamos um gargalo para companhia?, conta.

Na ocasião, compreendeu-se que era preciso partir para um modelo baseado em serviço que começaria de uma série de ações de integração e consolidação tecnológica. No processo a companhia, aconselha o executivo sobre suas experiências, a companhia precisa estar mais preparada para o modelo de nuvem que os próprios fornecedores.

Começou-se, então, pelo que era considerado mais fácil e com impactos menores para o negócio. O primeiro trabalho visou migração de sistemas de comunicação e colaboração. O passo seguinte teve ampliação de complexidade com ataque as ferramentas de workflow. Como o resultado foi satisfatório, caminhou-se em direção a aplicações de núcleo de aplicações de negócio.

A forma de tratar o assunto foi trazendo-o mais para próximo da questão estratégica ? algo semelhante ao que apareceu nas apresentações de Brandão, da Rodobens, e Birman, da Rhodia. No caso da Renner, o conselho para entender se o que lhe oferecem realmente pode ser chamado de cloud reside em avaliar as cláusulas de saídas dos contratos. ?Se a multa é muito alta mostra que ele está fazendo algo dedicado?, aconselha Balbinot.

Além do tema ?Novas formas de comprar TI?, há outros cinco Intercâmbios de Ideias na programação de conteúdo do IT Forum 2011. Os demais tópicos tocam questões como modelos de negócios que surgem a partir de novas tecnologias,  segurança da informação, o departamento de tecnologia como propulsor de inovação, estratégia e a forma como a mobilidade impacta os negócios.

A 13ª edição do encontro traz como tema central a “Liderança globalmente responsável: você se orgulha do líder que é?”. Até domingo (24), o encontro reunirá, na Praia do Forte (BA), cerca de 190 CIOs das 500 maiores empresas do Brasil e cerca de 60 fornecedores de TI para momentos estruturados de conteúdo, relacionamento e negócios. A expectativa é que sejam realizadas 2.240 reuniões entre gestores de tecnologia e patrocinadores.

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Redação
15 years ago

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