O Google Glass ainda não chegou no mercado, mas já mira um cliente corporativo em projeto piloto. A Virgin Atlantic, nesta quarta-feira (12/2), começa a iniciativa de usar o óculos conectado da empresa junto com outras tecnologias vestíveis a fim de oferecer uma experiência do cliente com serviços mais personalizados.
Alguns membros da equipe de Concierge, na Upper Class Wing, usarão o Google Glass em resposta aos resultados de um estudo feito com 10 mil passageiros sobre o futuro dos serviços de aviação. O material mostrou uma queda na qualidade da experiência do consumidor, que sente falta de mais inovação e pensamentos diferenciados das companhias.
Junto com a Virgin Atlantic, a empresa de tecnologia aérea SITA também conduzirá o projeto com o Google Glass. Os passageiros da Upper Class serão recepcionados pelos funcionários da empresa aérea, chamados pelo nome. Além disso, receberão informações de última hora sobre seu voo, condições do tempo e eventos locais acontecendo durante a viagem, com a possibilidade de informações traduzidas em inúmeros idiomas.
No futuro, a expectativa da Virgin Atlantic é oferecer também opções personalizadas de refeições para seus passageiros com base em suas restrições alimentares e qualquer preferência única para customizar o atendimento a esse público. O projeto durará seis meses e servirá de base para estudar a viabilidade de implantação do aparelho pela companhia.
Entre os resultados do estudo, 42% dos passageiros de viagens de avião acreditam que voar é menos glamuroso que antigamente. Sobre possibilidades de melhorar essas condições, 55% sugerem wifi a bordo, atrás apenas de janelas maiores e mais espaço entre as poltronas (60%). “Muitos de nossos passageiros usam dispositivos móveis a bordo, particularmente para enviar e-mails ou checar o Facebook. Continuamos a olhar para frente, para inovações que nossos clientes acham apenas um sonho hoje. Toda a indústria precisa escutar o que os passageiros pedem, e continuarem inovando para trazer de volta a era de ouro da aviação. Voar deve ser um prazer, não uma escolha”, defende o diretor de TI da Virgin Atlantic.
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