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Como o 5G vai beneficiar a indústria financeira

Imagem: Shutterstock

A pandemia e seu impacto econômico e social provocaram uma reinvenção virtual do trabalho, dos negócios e das relações interpessoais, levando as empresas a acelerar suas transformações digitais a tal ponto que projetos que antes levavam anos, agora são concluídos em questão de semanas. Felizmente, essa mudança está ocorrendo quando duas tecnologias essenciais – edge computing (ou computação distribuída) e redes 5G – estão avançando, com capacidade de impulsionar os negócios, oferecendo novas experiências para os clientes e abrindo espaço para novas fontes de receita.

O 5G, especialmente, é uma tecnologia de infraestrutura que já está promovendo uma onda de inovação importante para a economia mundial e no Brasil não será diferente, se tornando uma porta de entrada para um mundo totalmente novo para as empresas. Para entregar seu potencial total, esta tecnologia precisa da integração com várias outras, como cloud, edge computing, IA e IoT, pois requer mais do que apenas dispositivos e novos recursos. A IDC estima que entre 2021 e 2022, o 5G vai gerar US$ 2,7 bilhões em novos negócios no Brasil.

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Assim como a nuvem está possibilitando a criação de novas plataformas de negócio e expandindo ecossistemas, o 5G tem o mesmo potencial para o setor financeiro. O 5G vai melhorar os aplicativos móveis e serviços bancários remotos com comunicações de mídia mais avançadas e serviços mais instantâneos. As velocidades de transferência mais rápidas e a latência mais baixa melhoram o atendimento remoto ao cliente por meio de chat ou assistentes virtuais, permitem a customização de propostas em tempo real, aceleram as aprovações de crédito, e aumentam a segurança de pagamentos e transferências, reduzindo o atrito e os riscos.

Para aplicações financeiras em que a redução de milissegundos na velocidade das transações pode significar milhões de dólares, o 5G pode ter uma forte contribuição. As aplicações potenciais podem incluir negociações de alta frequência, transações de ativos financeiros voláteis e pagamentos no varejo.

Além da evolução da experiência através de dispositivos móveis, o 5G será catalisador para novas aplicações e melhoria da experiência também em agências. Caixas eletrônicos ganharão mais funções, ao mesmo tempo que conectados com a computação distribuída (edge computing), oferecendo mais serviços, tratando requisições quase em tempo real, e podem evoluir mais como ponto de detecção de fraude, dissuadindo um mau elemento de adulterar o sistema.

Muitos clientes sentem a falta de ter com quem conversar e confirmar suas decisões no momento de contratação. Nesse contexto, as instituições financeiras poderão ter ofertas customizadas para cada indivíduo ao invés de grupos, gerando ganhos para o cliente final que terá as suas necessidades atendidas de forma única. O futuro das agências será uma mescla entre o melhor da experiência digital com o relacionamento de confiança com representantes da instituição financeira. Mais atividades de agências bancárias poderiam ser sustentadas em áreas de baixo tráfego por meio de reuniões virtuais ou agências bancárias móveis.

Para que tudo isso aconteça, redes confiáveis, acessíveis e integradas com cloud serão essenciais para extrair maior valor do 5G. As empresas, que serão protagonistas dessa próxima geração de rede, precisam adotar também uma estratégia de nuvem híbrida para essa nova era, colocando a segurança dos dados em primeiro lugar. Altos níveis de controle são necessários para os ambientes remotos, especialmente com o 5G e o edge computing ganhando popularidade. Mesmo uma indústria altamente regulada como o setor financeiro, com as estratégias corretas de segurança podem capturar as oportunidades do 5G.

*Alberto Miyazaki é CTO da IBM Brasil

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Rafael Romer
Tags: 5GAlberto MiyazakiIBMIBM Brasilindústria financeira
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