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Como fica o planejamento de capacidade de rede na era da IoT

As arquiteturas empresariais certamente evoluíram de redes de arquivos simples para as redes altamente complexas de hoje, repletas de bilhões de dispositivos e aplicativos conectados – um fenômeno conhecido como Internet das coisas (IoT). Contudo, o que não mudou foi a necessidade cada vez maior de largura de banda. Na verdade, à medida que a complexidade aumenta, também aumenta a demanda por mais largura de banda, o que a torna uma prioridade central para a maioria dos profissionais de TI.

A equação apresenta um desafio singular: como maximizar a largura de banda em um ambiente que passa por mudanças quase constantes? A resposta é: planejando – usando as informações de que dispõe para implementar o planejamento de capacidade de rede e maximizar a eficiência de sua infraestrutura de rede.

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Complexidade e demanda crescentes
Não é nenhum segredo que a política ¨traga seu próprio dispositivo (BYOD)¨ e a adoção de TI híbrida/computação em nuvem adicionaram camadas extras de complexidade ao gerenciamento de redes. O número de dispositivos extras causou um aumento exponencial no consumo de largura de banda. Para aumentar a complexidade, à medida que mais infraestrutura é passada para a nuvem, as conexões de rede necessárias para essa conectividade externa também aumentam, tanto em número quanto em importância.

Some-se a isso o desafio da IoT. Coisas que não seriam de se esperar – de luminárias a scanners e sensores de segurança – estão rapidamente se tornando parte da infraestrutura de TI que usa protocolos de rede e, portanto, deve ser gerenciada. Esses “dispositivos” de IoT causarão uma explosão do tráfego de rede para acomodar o novo volume de dados. Isso enfatizará ainda mais a necessidade de gerenciar a largura de banda, motivo pelo qual essa continuará sendo uma prioridade central dos profissionais de TI.

Qual é a boa notícia? Existe uma solução, e ela começa com o planejamento de capacidade.

Planejamento de capacidade: primeiros passos
O primeiro passo rumo a um planejamento de capacidade eficaz é o monitoramento do tráfego – não apenas do volume bruto do tráfego da rede, mas também do tráfego de aplicativos. Visto que o tráfego de IoT virá de uma grande variedade de fontes, seu monitoramento estará mais vinculado ao reconhecimento dos aplicativos do que ao monitoramento simples e ao gerenciamento do tráfego.

O próximo passo é o monitoramento da qualidade de serviço (QoS), já que a IoT pode introduzir na rede dispositivos com diferentes níveis de prioridade. Nesse novo cenário, latência e acessibilidade tornam-se prioridades de mais alto nível. E nem é preciso dizer que a análise também se tornará uma prioridade muito mais alta. Você não conseguirá mais simplesmente coletar e medir informações de tráfego. Mais do que nunca, será preciso contar com informações muito mais detalhadas para solucionar problemas de desempenho relacionados à largura de banda.

Tenha em mente que, embora você possa ter ferramentas para o monitoramento de rede, aplicativos e QoS, é crítico contar com uma solução de ponta a ponta. Você só poderá coletar e analisar informações com a profundidade e a amplitude necessárias a um planejamento de capacidade eficaz – e, por sua vez, à maximização eficiente da largura de banda – se usar uma solução integrada com a qual possa monitorar toda a sua infraestrutura.

Visibilidade e automação
A necessidade de ver o que se passa em toda a empresa caminha de mãos dadas com a necessidade de uma visão retroativa – informações históricas – que possibilite o total entendimento das necessidades da rede no passado, no presente e no futuro. Um planejamento de capacidade eficaz baseia-se no histórico. Portanto, você deve ser capaz de correlacionar o desempenho passado com tendências futuras.

Há outro motivo para a importância da visibilidade do histórico de rede. Informações históricas representam a base de uma automação eficaz. Na era da IoT, em que haverá mais dispositivos acessando a rede que nunca, a automação ajudará a corrigir problemas rapidamente à medida que forem surgindo. Por sua vez, as correções rápidas por meio de automação reduzirão as latências ou o tempo de inatividade – especialmente quando relacionados a problemas de capacidade e largura de banda.

Embora possa ser difícil acreditar, o planejamento da capacidade de rede e o gerenciamento da largura de banda na era da TI híbrida e da IoT não precisam ser tarefas intimidantes. Já tivemos uma ideia de como é a IoT com o conceito de BYOD. A IoT simplesmente o eleva a um novo patamar. Fique atento ao que funciona agora e às diferenças trazidas pela TI híbrida e pela IoT e planeje de acordo.

 

(*) Joe Kim é vice-presidente sênior e diretor de tecnologia da SolarWinds

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cristina.deluca
9 anos ago

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