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Como desenvolver uma cultura organizacional que incentive o digital workspace?

Um
estudo da Brookings Institution, aponta que os millenials, geração
nascida a partir da década de 1980, serão 75% da força de trabalho até
2025. Estes jovens profissionais tem uma característica que difere
bastante das gerações anteriores – além de mais práticos e voltados para
resultados eles ainda prezam por um bom ambiente de trabalho mais do
que pelo salário e acham importante saber o papel que a empresa da qual
fazem parte, representa na sociedade. Além disso, ainda valorizam uma
cultura organizacional voltada à transformação digital.

Uma
outra pesquisa, a Dell & Intel Future-Ready Workforce Study, esta
realizada nos EUA, mostra que 42% dos millennials deixariam a empresa
caso a tecnologia oferecida para trabalhar fosse abaixo da média de
outras companhias da mesma área. E as lideranças parecem perceber essa
tendência. De acordo com a pesquisa PwC CEO Survey,
modernizar o ambiente de trabalho é a principal prioridade para 86% dos
líderes e, para 77% deles, implementar formas flexíveis para a jornada
de trabalho é uma maneira de reconhecer como os melhores talentos do
mercado querem trabalhar e tornar-se atraente para eles.

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Nesse
contexto, vejo que proporcionar uma cultura organizacional integrada,
equilibrada e voltada à transformação digital torna-se imprescindível.

Ter
um digital workspace, no entanto, é muito mais do que somente inserir
novos softwares no dia a dia de uma equipe, é mudar toda a rotina dos
times, a forma como se comunicam entre si e como colaboram. Isso pode
ser feito pela integração entre as tecnologias já utilizadas como
plataformas para conversas corporativas em grupo e telas interativas,
que permitem debates sobre projetos, compartilhamento de ideias,
sugestões de melhorias e envolvimento do cliente ainda nos estágios
iniciais do projeto, além de softwares para medição do desempenho e do
progresso de projetos, agendas virtuais colaborativas, entre outras
ferramentas.

Porém,
apesar de existir uma demanda, e até mesmo uma cobrança do colaborador
pela tecnologia integrada ao trabalho, os ambientes digitais só
funcionam se as equipes da empresa trabalharem a seu favor. E é isso que
ocorre quando os times de TI e Recursos Humanos trabalham juntos.

Os
funcionários precisam ser guiados e altamente treinados, para poderem
colaborar com seus times e utilizar por completo as ferramentas que lhes
são dadas. Esse treinamento deve dar um entendimento de todas as
utilidades daquela plataforma, pois somente assim o colaborador irá
fazer um uso acertado de todas as funcionalidades propostas, levando a
um aproveitamento maior.

Outro
ponto fundamental é que o colaborador saiba que será ouvido. As equipes
de RH e os gestores precisam ter a consciência de que os feedbacks
periódicos são importantes. Só assim será possível entender como as
ferramentas estão sendo utilizadas, o que possibilita compreender se os
objetivos iniciais estão sendo cumpridos, se são necessárias adaptações
ou até se as suas equipes encontraram novas formas de usar as
plataformas.

Por
isso, acredito que o digital workspace deve vir atrelado a uma mudança
cultural profunda na organização, que precisa, a partir de agora, ouvir
mais seu colaborador, fazer um treinamento completo e ainda dar o
exemplo. Ou seja, gestores, diretores, CEOs e CIOs precisam mostrar aos
seus funcionários que estão comprometidos com a transformação digital de
suas empresas. Isso é feito por meio do uso das ferramentas digitais,
do incentivo ao melhor aproveitamento, da participação em treinamentos e
também da conscientização constante sobre os benefícios que
aquelas plataformas já estão trazendo para a empresa.

Com
tudo isso, é certo que teremos equipes mais motivadas dentro das
empresas, engajadas no estabelecimento bem sucedido de um digital
workspace e totalmente adaptadas a essa nova forma de trabalhar.


(*) Rodrigo Coppola é gerente de desenvolvimento de negócios de colaboração para América Latina na Orange Business Services
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Published by
cristina.deluca
8 years ago

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