Recentemente, a Oracle comunicou que o Java 9, próxima versão do Java – plataforma de aplicações que roda em diversos ambientes, como servidores, desktops, navegadores, smartcards, Set-top boxes – não terá mais suporte ao plug-in que roda nos navegadores web, o Java Applets.
Com isso, aplicações que dependem desse recurso terão de migrar para outras tecnologias, como o Java Web Start (JWS), que funciona fora do navegador, ou mesmo reescrever a aplicação utilizando a única tecnologia nativamente suportada pelos navegadores, o HTML5.
Criado para rodar nos navegadores de internet, o Java Applets utiliza um plug-in chamado Java Plugin que já não é suportado nativamente pela maioria dos navegadores (Google Chrome é apenas um deles), e que agora a Oracle resolveu descontinuar de forma definitiva, a exemplo do que foi feito com outras tecnologias, como Adobe PDF Plugin, Microsoft Silverlight etc.
Essa tecnologia já está em desuso há muito tempo, e todos sabiam que os navegadores iriam deixar de suportá-la em algum momento. Na prática, não existem aplicações relevantes que rodam em Applets Java, mas sim, aplicações pequenas que servem apenas como suporte para outras aplicações que rodam dentro do navegador, como um gráfico on-line de cotações da bolsa de valores que fica no portal de uma financeira.
Fornecedoras que estão atentas a essas possibilidades de descontinuação, e que preferem utilizar tecnologias inovadoras com um ciclo de vida mais longo e promissor, saem à frente e se destacam da concorrência, evitando dor de cabeça aos seus clientes.
Para substituir o Java Applets, muitas delas já adotam há anos a versão Java para servidores, o Java EE (Enterprise Edition), que é atualmente uma das tecnologias mais utilizadas no mundo inteiro para aplicações e serviços corporativos, como pode ser verificado em diversos estudos, dentre eles o Github (maior repositório de projetos de software do mundo).
Segundo o Github, em 2017 o Java ficou em terceiro lugar como tecnologia mais utilizada em projetos, sendo que em primeiro e segundo lugares estão Javascript e Phyton, que são amplamente usadas em projetos de aplicações client e scripts de administração, ou seja, Java é de fato a mais usada no quesito General purpose.
Essa plataforma despontou, desde o início dos anos 2000, como uma solução open source e multiplataforma para desenvolvimento de aplicações Web corporativas e é uma das únicas que traz robustez, segurança e o paradigma “Write once, run anywhere”, o que significa que um programa escrito em Java roda sem modificações em diversas plataformas diferentes (Windows, Linux, Unix, MacOS, etc).
É de extrema importância avaliar se seu fornecedor de ERP atua com tecnologias adequadas, que não dependem de versão A ou B dos navegadores para continuarem funcionando, pois isso pode fazer a diferença em um momento crítico do seu negócio.
*Cláudio Martins Gualberto é diretor de Desenvolvimento Web da Sankhya
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