Como a adoção do Google for Works ajuda a PwC a vender cloud no Brasil

Utilização da tecnologia deu à consultoria uma visão comercial mais abrangente dos benefícios da ferramenta de produtividade em nuvem

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Casa de ferreiro, espeto de ferro. Em dezembro de 2015, a PwC começou um projeto de adoção do Google Apps for Work em suas operações ao redor do mundo. Atualmente, todos os 5 mil colaboradores da consultoria no Brasil já utilizam a ferramenta de produtividade e colaboração. E a experiência de uso tem ajudado a companhia a vender a tecnologia a seus clientes. 

As empresas estabeleceram uma parceria comercial há algum tempo. Mais do que isso, a empresa se tornou uma espécie de vitrine para os produtos corporativos da gigante de buscas.

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“Faz parte da nossa jornada para a nuvem”, sintetiza Ricardo Neves, líder de consultoria em tecnologia e da indústria de varejo da companhia no País. “Entendemos que nos coloca em uma posição diferenciada junto aos nossos clientes”, adiciona.

O executivo conta que, nesse sentido, a estratégia não se restringe a ferramentas do Google. Ele cita, por exemplo, as alianças que a PwC mantém com a Saleforce.com, para oferta de tecnologias de CRM, e Workday, norte-americana que atua com sistemas de gestão de recursos humano. “Toda nossa experiência de uso interno é fundamental para levar isso para o mercado”.

Em seis meses de operação, o Apps for Works já chegou à metade dos 200 mil colaboradores da companhia espalhados pelo mundo. No Brasil, a tecnologia já está sendo usada por todos os 5 mil colaboradores, nos 17 escritórios espalhados pelo país.

Um dos benefícios trazidos pela solução, segundo o diretor, foi o aumento na satisfação dos usuários, redução no volume de mensagens com conteúdos anexados, mais agilidade na hora de encontrar informações e elevação da produtividade.

“Somos uma empresa de consultoria. Não temos produto ou fábrica. Temos pessoas. O que fazemos é usar nossa base de conhecimento para que as pessoas colaborem e melhorem os serviços aos clientes”, cita.

Neves afirma que a adoção do sistema do Google não teve como objetivo a substituição de outras ferramentas. “Nosso foco principal foi a busca por benefícios de negócio”, comenta, afirmando que alguns profissionais, de acordo com a demanda, ainda utilizam tecnologias como IBM Lotus ou Microsoft Office para suas atividades.

O diretor conta que o projeto do Apps for Works considerou análise para identificar como as tecnologias poderiam melhorar processos de negócio, independente do fornecedor. O equilíbrio, indica, passou por um estudo de transformação a fim de compreender como a tecnologia impactaria positivamente no futuro dos negócios.

Aliás, ele observa esse como um fator interessante relativo à evolução no discurso para venda de ferramentas cloud. Se no passado, havia uma inclinação maior para defender a migração para a nuvem defendendo aspectos e benefícios da tecnologia, agora isso não é mais assim tão válido.

“Quando conversamos com um cliente apresentamos a visão de transformação trazida pelas tecnologias como algo perceptível nos resultados. Os executivos das áreas usuárias saem mais entusiasmados que os CIOs. Na prática, a grande fortaleza é a capacidade de tradução da tecnologia no processo de negócio”, conclui.

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