Com VMware, Microsoft amplia portfólio Azure no Brasil

Disponibilidade do AVS é etapa estratégica no crescimento dos serviços de nuvem da Microsoft no país, revela em entrevista exclusiva Mariana Hatsumura

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Mariana Hatsumura, Microsoft
Mariana Hatsumura, diretora de Azure da Microsoft Brasil (Foto: Divulgação) — Foto: Divulgação

Facilitar a migração de aplicações virtualizadas on-premise para a nuvem pública, particularmente aquelas em soluções da VMware, assim acelerando a transformação digital de empresas que ainda não iniciaram plenamente essa jornada. Esse é o objetivo da Microsoft com a disponibilização do Azure VMWare Solution (AVS) no Brasil a partir dessa sexta (1º).

Segundo a Microsoft, que adiantou a novidade com exclusividade ao IT Forum, é possível estender ou migrar aplicativos baseados em VMWare para Azure otimizando recursos operacionais, reduzindo custos e ganhando tempo. A solução promete eliminar a necessidade de reescrever aplicativos ou reorganizar operações em VMWare, criando uma estratégia de infraestrutura híbrida.

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“O AVS em si, quando se faz [a migração] de maneira nativa no Azure, facilita a consistência operacional. É possível usar as mesmas ferramentas de gerenciamento. Essa mudança é muito transparente do ponto de vista do cliente”, explica Mariana Hatsumura, diretora de Azure da Microsoft Brasil, em entrevista ao IT Forum. “Não é preciso trabalhar no redesenho de aplicações nem treinar pessoas. [É possível aproveitar] aquela capacidade técnica que o time acumulou durante esses anos.”

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O lançamento para a região ocorre após a disponibilidade em outras regiões, incluindo América do Norte, Europa e Ásia, e Austrália. Mas vem alguns meses após a empresa anunciar a disponibilidade geral de Azure para a região chamada Brazil South, e da nomeação de uma nova líder, justamente Mariana Hatsumura. Ou seja, trata-se de uma estratégia de disponibilidade crescente.

“O rollout já havia sido feito em outras regiões no mundo. Há uma sequência lógica de como vão se desdobrando [os lançamentos]”, explica Mariana, lembrando que no caso do AVS trata-se de uma parceria antiga com a VMware, e que boa parte dos workloads virtualizados com tecnologia da empresa já eram da Microsoft. “Houve contribuição próxima entre as duas.”

Segundo ela, o anúncio vem ao encontro de anseios tanto de empresas que querem expandir parte dos workloads on-premise usando a nuvem como daquelas que querem aposentar esse footprint. Afinal, diz ela, a adoção de nuvem cresceu, mas as jornadas estão em estágios múltiplos e diferentes entre si.

“Há um custo associado a como ir, o que levar, o cálculo de recursos, balanço de prós e contras. Quando a gente lança um serviço assim, é um caminho mais curto”, defende a executiva. “A gente entende que esse primeiro passo para a nuvem tendo serviços de forma nativa diretamente no Azure pode facilitar muito essa migração.”

Outras vantagens de oferecer o AVS na região, segundo a Microsoft, incluem estão menor latência, mais velocidade nas operações, mais escala e segurança, além de armazenamento local de dados – o que pode facilitar o cumprimento de requisitos regulatórios. Também de preços, principalmente em se tratando de workloads da Microsoft, como SQL e Server, que contam com descontos específicos na contratação.

Expansão Azure

Segundo Mariana, o grande foco de investimento da Microsoft em Azure no Brasil é, desde 2020, o expandir infraestrutura, com maior disponibilidade. O outro eixo é ampliar o portfólio de serviços de modo a apoiar e suportar a transformação digital dos clientes, considerando tanto performance tecnológica como inovação.

“Uma forma de fazer isso é justamente trazendo novos serviços em um ritmo avançado de inovação, novos lançamentos e anúncios. AVS é um serviço que desde o início era prioridade para a região”, conta a diretora. “E temos mais exemplos, mas a grande estratégia é conseguir oferecer aquilo que os clientes precisam, seja acelerar migração ou transformação, mas muito em linha com as necessidades.”

Marina destaca também o apoio da Microsoft às empresas que queiram construir aplicações nativas de nuvem, outro ponto importante para certas estratégias, inclusivo com plataformas low e no code – por meio da Power Plataform. O Visual Studio e o GitHub – comprado em 2018 por US$ 7,5 bilhões – também integram essa estratégia.

“Com isso completamos o ciclo de desenvolvimento de aplicações. Estamos falando de um time de desenvolvedores profissionais, mas também de unir pessoas cuja ocupação principal não é o desenvolvimento”, pondera.

Outro ponto salientado por ela, definido como uma “próxima jornada e ponto a explorar”, é a multicloud. O que significa também trabalhar em colaboração com concorrentes (ou ex-concorrentess), como a Oracle, que recentemente ganhou com a Microsoft um grande contrato de migração da TIM.

“É engraçado que, quando a gente fala de competição, o rival do passado vira parceiro. É uma parceria [com a Oracle] que tem viabilizado negócios”, diz a executiva. “Para a gente é mais relevante atender as necessidades do cliente do que tentar vencer todo mundo.”

Por último, mas não menos importante, estão os parceiros de canal. Segundo Mariana, o ecossistema é parte integrante da estratégia de unir todos esses fatores em uma estratégia de nuvem bem-sucedida. E o trabalho de treinamento, comercial e técnico ganha ainda mais importância.

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