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A especialista em CRM Salesforce anunciou essa semana, durante seu evento global Connections, a entrada no mundo dos tokens não-fungíveis, ou NFTs. A plataforma – chamada NFT Cloud – tem como grande objetivo dar aos clientes a possiblidade de explorar esse tipo de ativo digital.
A promessa da companhia americana é que a plataforma ofereça maior segurança na comercialização e redução do impacto de carbono decorrente (afinal, os NFTs dependem de redes de blockchain, grandes consumidoras de recursos computacionais e, portanto, de energia elétrica).
Segundo Adam Caplan, vice-presidente sênior de tecnologias emergentes da Salesforce, o objetivo é alcançar clientes – particularmente seus departamentos de marketing e inovação – que estudam nesse momento sua entrada no metaverso, ou web3. Também tornar esse tipo de solução mais acessível.
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“Quando olhamos para a necessidade de engajar nossos consumidores, vemos os NFTs e a comunidade no entorno dela com grande potencial”, disse o executivo, em coletiva de imprensa. “Estamos aprendendo enquanto fazemos, claro, mas há uma grande oportunidade.”
Esse aprendizado citado por Caplan explica-se em parte porque a NFT Cloud ainda é um piloto. A disponibilidade global ainda será divulgada, mas pode ocorrer em outubro próximo.
Segundo o executivo, segmentos como varejo, mídia, moda, telecom e bens de consumo encontram boa parte dos clientes potenciais.
NFT sustentável?
Para alcançar objetivos ESG, a Salesforce diz que todo o desenvolvimento da plataforma de comércio de NFTs é guiado por princípios de segurança, sustentabilidade e igualdade. Ela deverá calcular automaticamente emissões de carbono e opções de diferentes blockchains empregados, permitindo que os usuários compensem emissões inclusive com compra de créditos de carbono.
Segundo a Salesforce, a NFT Cloud não utilizará redes de blockchain que gastam energia em excesso, e promete 99% menos emissões – embora não estabeleça que comparação está sendo feita para alcançar essa porcentagem tão elevada.
Além disso, a empresa diz que serão usados templates de contratos inteligentes (smart contracts), além de um marketplace controlado pelas próprias marcas envolvidas. Ferramentas de proteção contra fraude também serão utilizadas.
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