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Com investimento de US$ 5 milhões, Huawei inicia produção local de smartphones

Há pouco mais de um ano no cargo de CEO da Huawei para o Brasil, o chinês Veni Shone abriu coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (13/08) pedindo desculpas por não fazer sua apresentação na língua local. ?Vocês podem fazer suas perguntas em português que o Vinícius (Dalben, COO local brasileiros) ajudará a traduzir?, instruiu. O encontro com jornalistas foi feito para anunciar a expansão de sua produção local ? que hoje é composta, entre outras coisas, por modens e infraestrutura de redes ? para, também, smartphones

O processo será feito em parceria com a Compal Electronics, localizada em Jundiaí, interior de São Paulo, com investimentos na ordem de 5 milhões de dólares. Comandando o power point enquanto falava, Shone apresentou o estreante na lista de celulares inteligentes nacionais: o Ascend G510, modelo médio da companhia com Android 4.1 Jelly Bean e processador dual core de 1.2 Ghz. O aparelho vem ainda com dois anos de garantia.

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Com uma tela de 4,5 polegadas, o dispositivo não vem adaptado à tecnologia 4G, servindo à sobrecarregada frequência 3G. Seu diferencial é o preço: 699 reais, sendo que aparelhos semelhantes (em termos de tamanho de display e outras configurações de hardware, como capacidade de processamento) variam de 950 a 1,4 mil reais, conforme compilação da própria fabricante.

Em um primeiro momento, serão cem mil unidades do aparelho, mas, segundo a companhia, a ideia é aumentar a produção conforme a demanda do consumidor avançar. O produto será fornecido exclusivamente através da operadora Vivo e de seus canais, mas novos modelos devem chegar em breve, com abordagem específica para parceiros corporativos. ?Produziremos outros modelos localmente também. Lançaremos ainda modelos 4G”, disse Shone, sem abrir, contudo, quando isso ocorrerá. A única promessa foi em torno de ofertas corporativas: ?Devemos lançar um produto voltado para nossos parceiros ainda neste ano?, prometeu.

A ideia principal da estratégia é baratear custos. Segundo Dalben, se fosse importado, o produto custaria de 15 a 20% a mais. ?Estamos no Brasil há 13 anos e temos produção local de diversas linhas, como modem 3G e infraestrutura de rede. A decisão de trazer a linha de smartphones é uma questão de mercado?, pontuou.

Mas por que o Brasil em um momento que a economia não está lá aquelas coisas? ?Não é somente pelo smartphone em si, mas de encontrar o momento e a estratégia corretos para aproveitar o espaço que há para crescer?, disse Shone, explicando que a companhia espera uma forte migração de feature phones, que são os modelos mais simples, para celulares inteligentes entre os brasileiros. ?Estamos buscando o longo prazo. Não estamos falando de obter ganhos em um, dois anos. Mesmo que a economia esteja desta maneira, o potencial é enorme.?

Milhões e milhões

A companhia pretende lançar mais três centros de serviços no Brasil no terceiro trimestre deste ano, nos Estados do Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais. O investimento de 5 milhões de dólares vem depois da aplicação, em 2011, de 350 milhões de dólares na construção de um centro de pesquisas na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, e de 123 milhões aportados para criação de centro de distribuição para América Latina em Sorocaba, também no interior paulista, em junho de 2012.

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Redação
12 anos ago

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