Pense em um mundo cada vez mais integrado à nuvem. Computadores, tablets, smartphones, geladeiras, carros (por que não a casa inteira?), tudo unido no ambiente de cloud computing, acessado por browsers ou aplicativos nativos, fazendo jus ao movimento Internet das Coisas. E como ficarão os navegadores neste novo ambiente? Praticamente invisíveis, na avaliação de especialistas ouvidos pelo IT Web.
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Hoje o mercado de navegadores é liderado por quatro grandes players: Internet Explorer (Microsoft) e Chrome (Google) – que ficam em uma briga acirrada pelo primeiro lugar no cenário mundial desde maio deste ano -, Safari (Apple) e Firefox (Mozilla).
E qual a proporção de conectividade que teremos? Segundo previsão apresentada na última semana pelo empresário Thadeu Cascardo, sócio da empresa Holoscópio, em palestra realizada no 13° Fórum Internacional Software Livre (fisl13), esse conceito fazer o número de objetos com acesso à rede mundial de computadores saltar dos atuais cinco bilhões de unidades para 50 bilhões em 2020.
?A conexão estará em todos os lugares. Ela será atrelada ao contexto que o usuário está. Se for um dispositivo móvel, um PC, um dispositivo de vestir, e outras coisas, como TVs, não fará diferença. O usuário não precisará escolher qual browser ele vai querer, mas qual experiência ele vai buscar?, disse por telefone, David Mitchell Smith, analista do Gartner.
A conexão será algo inerente ao nosso dia a dia. A internet e os arquivos, depositados em cloud computing, vão nos seguir aonde quer que formos. ?Tudo está se movendo para a nuvem e isso não é uma opção?, ponderou Smith.
Com esse movimento, o processo de sincronização é uma viagem sem volta. A ideia é unificar a experiência do usuário, independentemente do dispositivo que ele utiliza para navegar. A funcionalidade está presente na nova versão do Firefox para Android e na do próprio Chrome para dispositivos móveis. Penso que esse seja o próximo grande passo na corrida dos browsers por uma user experience mais natural e sem barreiras?, comentou por e-mail, Fabricio Teixeira, Senior Interaction Designer, autor do arquiteturadeinformacao.com e blogueiro do IT Web.
?Haverá mais compatibilidade ao redor dos browsers, e a maior parte deles tenta fazer coisas como permitir a integração entre todos eles através dos dispositivos, telefone, tablet , ou computador?, concordou Smith.
Mas esse movimento tende a não ser suficiente. Em recente visita ao Brasil, o CEO da Mozilla Foundation, Gary Kovacs, comentou que o modelo de navegadores para dispositivos móveis está longe do ideal. ?Para ser crítico com empresas de navegadores, é impressionante como todos nós (Microsoft, Google, Nós [Mozilla] ) não tenhamos feito trabalhar melhor. Nos últimos 15 anos desenvolvemos web browsers para telas de computadores cada vez maiores, porque as telas de computadores estão ficando cada vez maiores, e depois encolhemos essas mesas configurações para smartphones com o intuito de permitir que o mundo consuma a internet móvel. Eu não acredito nisso. Me impressiona que não tenhamos feito um trabalho melhor. Estamos trabalhando muito fortemente para tornar a web mais consumível em dispositivos móveis?, prometera.
Integração via HTML 5
Uma das formas como a Mozilla está empenhada em abocanhar os usuários, sob o seu já conhecido apelo de cultura open source, é o sistema operacional móvel totalmente baseado em HTML5, o Firefox OS, por muito tempo chamado de Boot to Gecko, que estreia no mundo em solo brasileiro em 2013.
O sistem promete acabar com problemas de compatibilidade entre aplicativos nativos ? aqueles desenvolvidos para rodar somente em Android, iOS ou Windows Phone ? e legalizar o acesso irrestrito de conteúdo em um ambiente totalmente web.
?O apelo HTML5 é o próximo passo da internet e está na estratégia de todos os browsers, não somente do Firefox ou qualquer outro. O que é diferente é que, como o webOS, ele está tentando acabar com o gap entre web e nativo, alinhando os programas a dar melhor acesso a fontes móveis. Esta é apenas uma das diferentes iniciativas para a integração?, ponderou Smith.
?O principal não deve ser o software, mas sim o que ele permite que você faça: se conectar com seus amigos, adquirir conhecimento, se atualizar sobre o que está acontecendo no mundo. E para isso, quanto menos barreiras, melhor?, concluiu Teixeira.
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