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Com demanda alta, profissionais de TI escolhem vagas pelo salário

Foto: Shutterstock

Com um mercado tão necessitado de profissionais de tecnologia da informação, que fatores levam recrutadores a escolherem certas pessoas em detrimento de outras? E por parte dos trabalhadores, será que buscam o mesmo que as empresas querem (ou podem) oferecer? São perguntas que um estudo feito pela Robert Half e pelo Centro de Liderança da Fundação Dom Cabral (FDC), obtido com exclusividade pelo IT Forum, tenta responder.

O estudo revelou os três fatores mais relevantes para a contratação de um profissional de tecnologia por parte das empresas. Aparecem, na ordem, experiência prévia do candidato (83%), aderência à cultura organizacional (50%) e expectativa salarial e enquadramento com políticas salariais da empresa (38%).

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Chama a atenção que nesse “top 3” não constam cursos acadêmicos ou formação técnica. Segundo Caio Arnaes, diretor de recrutamento da Robert Half, esse fator – que aparece na quinta colocação nas respostas dos recrutadores – fortalece uma tendência: as empresas estão olhando mais para como o candidato aplica competências e conhecimentos, tanto técnicos quanto comportamentais, do que para a formação acadêmica propriamente dita.

Leia também: Disparidade de gênero em cargos de tecnologia aumenta, aponta LinkedIn

“Ao valorizar a experiência prévia, os recrutadores estão interessados em avaliar as realizações e projetos que foram liderados ou que contaram com a participação do candidato, de preferência com dados que comprovem os resultados obtidos”, diz o especialista. “A aderência à cultura organizacional, por outro lado, é analisada principalmente por meio das habilidades comportamentais apresentadas pelo profissional.”

Profissionais valorizados

Por parte dos trabalhadores, segundo o estudo, TI é o setor em que se dá mais importância para a expectativa salarial (38%) e para a indicação por parte de outros funcionários da empresa (35%). Por outro lado, é o que menos valoriza a disponibilidade geográfica do candidato (1%), indicando forte aderência ao modelo de trabalho remoto.

Caio Arnaes, diretor de recrutamento da Robert Half (Foto: Divulgação)

Segundo Arnaes, a ênfase no salário tanto por parte de recrutadores como dos profissionais demonstra que, desde o início da pandemia, o profissional de TI vem ganhando destaque. Isso se deve, claro, ao fato de que boa parte das empresas teve que viabilizar modelos de negócios mais digitais em espaço muito curto de tempo e precisaram de mão de obra qualificada. “E a tendência é que a demanda continue alta”, diz.

O especialista diz que a valorização dos profissionais de TI inflou salários, já que os melhores talentos estão sendo duramente disputados. E que se as empresas não tiverem estratégias sólidas de atração e retenção, provavelmente perderão funcionários que “irão atrás de oportunidades mais interessantes. Essas questões fortalecem a necessidade de as empresas repensarem pacotes de benefícios e estratégias de remuneração.”

Um desses benefícios é sem dúvida o trabalho remoto: desde março de 2020, 80% das posições preenchidas pela Robert Half foram remotas ou híbridas. “Em 2019, apenas 5% tinham essa característica”, diz Arnaes.

O estudo da Robert Half e da FDC – chamado Match Perfeito: o que buscam profissionais e recrutadores – ouviu 351 profissionais empregados, 349 profissionais desempregados e 714 recrutadores. As respostas foram coletadas online entre 3 e 27 de maio de 2021.

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Published by
Marcelo Gimenes Vieira
Tags: Caio Arnaesprofissionais de TIRobert Halfsaláriostrabalho remoto
5 anos ago

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