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Coca-Cola recorre a startups israelenses para alavancar inovação

Inovação. A palavra mágica capaz de trazer enormes vantagens competitivas e perturbar mercados inteiros. Por definição gestores dos departamentos de tecnologia da informação deveriam ser mestres em inovar, mas o que significa ser um CIO inovador? Como se chega lá?

O tema dominou muitas discussões no mercado. A maneira apontada como mais adequada é olhar para o que os capitalistas de risco fazem e ir buscar a inovação direto na fonte: nas startups de tecnologia. E é exatamente o que a Coca-Cola está fazendo.

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“Nosso presidente nos diz o tempo todo que devemos inovar para sobreviver e crescer”, revela Alan Boehme, arquiteto corporativo e chefe global de tecnologias emergentes e inovação da fabricante de bebidas.

Apesar de ter se consolidado como um gigante empresarial em seus 129 anos, a companhia sempre procura fazer as coisas diferente. Seus containers eco-friendly feitos de gelo (que simplesmente derretem após o uso) e as máquinas de venda inteligente (capazes de misturar sabores) são só alguns exemplos de ideias que não vieram de dentro da Coca-Cola.

As chances de produzir inovação e tecnologia exclusivamente dentro da empresa são mínimas. Inovação exige a criação de várias ideias fracassadas para eventualmente se chegar a uma que seja vencedora.

Uma firma de capital risco olha para 3 mil acordos anualmente, levam 100 considerações a sério e realizam 4 ou 5 investimentos reais – a cada dez, cinco darão prejuízo, dois provavelmente serão rompidos, outros dois talvez gerem algum lucro e, com sorte, um será o sucesso que vem para redimir os outros.

Para que uma companhia grande inove, seu CIO deve entregar sua parcela de ideias. É por isso que Boehme criou um programa voltado às startups, no qual a Coca-Cola tem acesso exclusivo a tecnologias inovadoras das empresas selecionadas ao longo de um período de sete meses de duração – nos quais tira da concorrência a possibilidade de sair na frente.

Longe do Vale do Silício

Ao contrário do que é de se pensar, a companhia não sai à procura desses talentos no Vale do Silício, cujo mercado de startups é fortemente controlado pelas empresas de capital de risco. Boehme preferiu olhar para Israel.

Tel Aviv é potência no mercado tecnológico: 5% de sua população tem PhD, é a líder mundial em patentes per capta e em gastos com pesquisa e desenvolvimento e para cada 1800 israelenses, existe uma startup. Não ser constantemente vigiada pela mídia vem como bônus.

Ao invés de competir com as empresas de capital de risco do Vale do Silício, a Coca-Cola leva as startups israelenses aos Estados Unidos para treinamento e expansão. Ela usa sua habilidade de marketing e branding para lhes ensinar a contarem suas histórias aos investidores e consumidores de modo que gerem buzz.

Além disso, ela ainda apresenta as empresas a seus parceiros nas redes de abastecimento (incluindo a gigante varejista Walmart) e tecnológica (como Amazon, Google, Cisco e Microsoft), que lhes oferecem tecnologia gratuita.

Atualmente, a Coca-Cola procura startups em cinco áreas principais: engajamento de clientes, consumidores de varejo, cadeia de suprimentos, marketing e saúde e bem-estar.

Reajuste o foco para inovar

De certa forma, o programa de orientação de Boehme é, em si mesmo, um exemplo de inovação. A Coca-Cola queria ser a primeira do setor a ter tecnologia única e o executivo idealizou tanto um jeito quanto um lugar novo para tornar isso possível.

Ele não seguiu um modelo existente (caminho mais fácil), optando por inventar e capitanear seu próprio programa de inovação. A perspectiva de pioneirismo pode ser um pouco desconcertante a princípio para CIOs adversos a riscos, mas é algo que devem superar para se tornarem inovadores.

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Redação
11 anos ago

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