Da improvisação à inovação: Clipping CACD revoluciona estudos para concursos públicos com tecnologia

Criada por estudantes, a Clipping CACD aposta em IA, curadoria de conteúdos e ensino personalizado

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Na imagem, Lucas Rodrigues está sentado em uma cadeira de escritório, usando um terno escuro e uma camisa social azul escuro com padrão. Ele possui cabelos longos e barba cheia, aparentando estar em um ambiente de trabalho. Suas mãos estão repousando em um teclado de laptop, enquanto ele olha diretamente para a câmera, com uma expressão séria. O fundo da imagem é neutro e a iluminação destaca o sujeito, criando um tom profissional.
Lucas Rodrigues, CEO da Clipping CACD. Foto: Divulgação

Em 2015, Lucas Rodrigues e seu sócio, Rafael Pinheiro Costa, não imaginavam que um projeto improvisado para facilitar seus estudos para um concurso público se transformaria em uma empresa de sucesso no setor educacional.

Estudantes dedicados à preparação para o concurso de diplomata, os dois enfrentavam o desafio de organizar notícias e conteúdos de forma eficiente. A solução nasceu de uma ideia simples: criar uma ferramenta que clipasse notícias relevantes e que pudessem contribuir com a rotina de estudos. Em 24 horas, o embrião da Clipping CACD estava no ar. Logo eles abriram a solução para um grupo no Facebook e já conquistaram os primeiros cem assinantes, que validavam a proposta.

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“Na época, fizemos tudo de forma muito instintiva. Nem percebemos que tínhamos criado uma empresa até um ano depois”, relembra Rodrigues, CEO da Clipping CACD. Com sede em Belo Horizonte, a plataforma cresceu rapidamente, passando de um grupo fechado para um ecossistema robusto que hoje apoia estudantes de concursos públicos.

Transformação tecnológica e a aposta na IA

A virada de chave da empresa veio em 2017, quando Lucas e sua equipe decidiram incorporar inteligência artificial (IA) ao negócio. Inicialmente focada no clipping de notícias, a Clipping CACD evoluiu para uma plataforma abrangente que oferece curadoria de conteúdos, cursos com professores renomados — incluindo diplomatas e jornalistas — e até serviços de saúde mental para seus assinantes.

“Nosso diferencial é a inovação com propósito. Mesmo utilizando IA em vários processos, priorizamos o atendimento humano e a experiência personalizada do usuário”, explica ele.

Um exemplo dessa abordagem é o recurso que permite que estudantes assistam a vídeos de aulas, façam perguntas diretamente a eles e recebam respostas com a voz dos professores, tudo viabilizado por IA e autorizado pelos professores, claro.

A empresa também investe em soluções pioneiras, garante ele. Em 2022, por exemplo, testou um modelo da OpenAI para simular a aprovação no concurso de diplomata, considerado um dos mais difíceis do Brasil. O resultado? A IA superou modelos genéricos, resolvendo questões complexas com precisão.

Em 2024, a Clipping CACD deu mais um passo em sua estratégia tecnológica ao realizar uma cobertura ao vivo de provas, com correções e explicações detalhadas geradas em tempo recorde — apenas 30 minutos após o término dos exames. “Isso só foi possível porque nunca tivemos medo de arriscar e propor modelos inovadores”, ressalta o CEO.

Futuro dos concursos e o papel da IA

Segundo Rodrigues, o mercado de concursos vive um bom momento, impulsionado pela busca por estabilidade no Brasil. A empresa, que começou atendendo diplomatas, agora está expandindo seu portfólio para concursos como Polícia Federal, ABIN e IBGE, com a meta de crescer 40% em 2025.

A IA segue como peça central da estratégia. A plataforma aposta em ferramentas que tornam o aprendizado mais personalizado e interativo. “Há uma década, o ensino adaptativo parecia ter perdido força por falta de tecnologia eficiente. Agora, com a IA, voltamos a sonhar com métodos que respeitam o ritmo e as necessidades de cada estudante”, destaca ele.

Além disso, a curadoria de conteúdos da Clipping CACD integra uma abordagem multilinguística, explica, essencial para os diplomatas, e enfrenta o desafio de filtrar informações relevantes em um ambiente digital saturado por conteúdos gerados por IA.

“A IA é o futuro do ensino, mas, acima de tudo, acreditamos que inovação verdadeira precisa estar alinhada às necessidades humanas. É isso que nos diferencia e nos mantém líderes no mercado”, conclui Rodrigues.

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Sobre o Autor

Diretora de Marketing e Conteúdo da Itaqui e editora-chefe do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Atuou nas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. É bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing e MBA em Marketing. Em 2018, venceu o prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, concedido pelo Cecom. Nos anos de 2019 e 2020, foi destaque no mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, publicado pela Reality Books em 2020.

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